sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

dieta feminista

desisti do regime. comecei um novo método: a dieta feminista. haha  não está dando muito certo, já ganhei um quilo. mas vou dar mais um tempo.

basicamente, resume-se a aceitar-se. vestir-se da forma que te deixa mais bonita, com o peso que você tem, do jeito que está. comer saudável, salada, frutas, granola. abolir refrigerantes. preferir cervejas boas, vinho e destilados. respirar fundo e treinar fazer uma cara de sedutora. haha é estranho, essa parte tem sido a mais difícil! é desafiador achar-se bonita quando tua barriga marca nas roupas. talvez eu precise de roupas novas.

além disso, tenho ido à academia, religiosamente, todos os dias. até a aula de abdominais tenho frequentado. alongo-me todos os dias. estou conseguindo fazer movimentos que nunca imaginei que pudesse, com meu problema de coluna. 

a outra vantagem da academia, além de fortalecer, etc etc, é o efeito que faz no humor. chega aquele dia, o desânimo tomando conta, vou lá e gasto toda a energia que teria para reclamar da vida. volto ao trabalho morta, só esperando a hora de ir embora. daí, chego em casa e só penso em resolver o que preciso para ir dormir. não dá tempo para pensar. nem no Carnaval. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

eclipse



as aulas de canto ainda não saíram do plano das ideias. enquanto isso, retomei minha paixão por decoração.

neste momento, estou na meditação das cores, das combinações. vou às lojas de tintas e fico tão emocionada que faço amizade com as pessoas na rua, entro nos estabelecimentos, brinco com os gatos que perambulam.

as luminárias. não sei se vão combinar, se vão dar certo. dá um friozinho na barriga.

quero deixar a casa nova linda e diferente. enquanto não posso pagar um arquiteto, para quebrar todas aquelas paredes e expor os basculantes, pesarosamente fechados com gesso.

meu quarto será o de frente à árvore. não tenho dinheiro para trocar os armários nem as portas. então, vou pintar tudo. deixar tudo colorido. em um processo similar àquele apartamento que criei, no nosso casamento.

só que, agora, o projeto será todo meu. frio na barriga de ficar ruim. tipo de descobrir que sou feia por dentro. não sei se isso faz sentido.

a única marcenaria, porque urgente, será a escadinha para o gato grande subir na janela. porque ninguém merece morar em um lugar sem acesso à parte principal da casa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

não pode: mentir

o fim de semana foi um agito, a começar pela peça Desbunde, que foi maravilhosa. imagine homens dançando de salto alto, fazendo todo tipo de estripulia, pulando corda, dando estrelinhas!

depois, foi o rolê dos bares, até parar nessa balada, onde fiz um romance com uma guria doida. (novidade)

quatro fatias de pizza, um telefonema e 8h de sono depois, rolou o churrasco, que foi a pior parte do fds. gente chata, música ruim, as ex das ex tudo de cara feia. de lá, passei em mais dois eventos, causei com umas gurias que tenho certeza de que se amam, mas não admitem (tentei fazê-las ver isso, sem sucesso) e arrumei uma história engraçada, que rendeu uma noite, digamos, diferente.

no domingo, estava só o caco, ainda comi demais no almoço (era galeto, não resisti!), dei uma passada muito rápida no bloco de pré-Carnaval, mas suficiente para pessoas me odiarem, "você não disse que não viria?". oras, não ia, mas fui. isso não é bom? não, não é.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

I miss your ginger hair

sonhei contigo. foi sonho bom. mas, você era tão pequena, tão magrinha. pegava em teus cabelos. tínhamos uma DR (para variar). eu dizia que te amava. eu te perguntava o que você sentia. você, como sempre, não conseguia (ou não queria) falar. todo mundo interferindo na conversa. pedi para que saíssem da sala. sentamos no chão, perto da janela. batia um sol, de leve.

passaram horas. você já estava impaciente. chamamos todos para almoçar.

acordei e ouvi uma música, meio que sem querer. uma daquelas tuas músicas.

bateu uma saudade. te enviaria uma mensagem. você ia fazer-se de difícil. eu ia insistir. a gente ia encontrar-se, ter uma noite maravilhosa. você acordaria passando mal, de ressaca. não ia conseguir comer de manhã, só tomar café preto, fazendo cara feia por não haver açúcar. ia ficar de mau humor.

mais tarde, sairíamos para almoçar. você ia comer demais. depois, ficar passando mal. eu ia te deixar em casa, porque você não gosta de transar de dia. daí, eu voltaria para casa, já chorando de saudade.

domingo, 18 de janeiro de 2015

vencendo os medos

tipo um daqueles passos do AA. foram quatro conversas esta semana. agora, só falta uma. não sei por que têm acontecido neste momento. já consultei os astros. não me disseram nada.

aliás. acho que, depois daquele churrasco, gastei minha vontade de fazer mapas. muitas pessoas, muitas energias. irritou-me. estranho, né?

tipo enjoar de cerveja de boteco. inventei, agora, de só querer tomar Heineken - porque não tem conservantes. sei lá se é por isso. deve ser o suco verde que passei a tomar de manhã.

conversar com as pessoas. fazer as pazes com 2014.

estou tentando. tenham paciência.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

teu telefone irá tocar


a metade da diversão foi a fila. a outra foi, bem, jogar calcinha na protagonista, bater fotos proibidas, beber escondido e, no final, mostrar os peitos para ela.

precisava fazer isso.

marido gostou. disse que eu tinha mesmo de mostrar, pois os meus são mais bonitos do que os dela.

senti-me tão xófen.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

our day will come



poderia estar almoçando. mas, estou aqui, de short e sutiã, neste calor, bebendo esta garrafa, guardadinha há cerca de 2 meses. esperando.

esperando a retrospectiva que eu não queria fazer.

a socióloga, a cantora lírica, a jornalista, a advogada.

fora as que voltavam.

as noites na banheira, os drinks de que cada uma gostava, aquela semana em que consegui sair com as quatro. quinta, sexta, sábado e domingo.

aquele dia em que me esqueci de pôr fronha nos travesseiros. a cama de costas para a janela. eu sendo sóbria.

nosso aniversário juntas.

foram tantas histórias que poderiam ter sido. só que, né, faltava algo.

esse algo que me apareceu no fim de ano. estava sentindo-me viva de novo. acordei feliz no dia seguinte. inclusive, te agradeço. você nem sabe, mas fez-me sentir essas coisas. quase me curou o desânimo.

se, alguma vez na vida, tive dúvidas de que, bem, dinheiro não traz felicidade, esses últimos fatos fizeram seu papel. porque, agora, só penso em estar com os gatos. nisso e em tudo que poderia ter sido.

nunca serei monogâmica. nunca serei feliz. nunca encontrarei paz. nunca deixarei de ser dramática. hehe

a retrospectiva, como tudo na minha vida (hihihi), não deu certo. nem nós. porque não vou dar certo. não vou evoluir, não vou mudar, não vou superar esse carma. não vou, não vou. sabemos disso.

por mais que eu finja. que vá à academia. que vá trabalhar.

meu compromisso com a vida é cuidar dos dois seres que adotei e que acompanharei até seus últimos dias. quando eles partirem, irei junto. já sabemos disso, está marcado.

enquanto isso, bebemos no chão da sala, saímos com todas essas histórias que poderiam vir a ser, ter sido, com a falta de amor próprio, cercada de todas essas coisas que não têm importância nenhuma. nenhuma. esperando o verão terminar. e, passar o Carnaval. para parar de fingir que tudo vai bem. que não volto para casa, todos os dias, e conto as horas para voltar a dormir. só para ter todos os pesadelos outra vez.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ano novo, vida velha

dormi 12 horas. acordei cedo. vesti-me, maquiei-me. tomei café da manhã. fui trabalhar. a chefe elogiou meu cabelo. li o jornal. fui à academia. fui a um restaurante que passava um documentário sobre os White Stripes. almocei sashimi. o garçom derrubou shoyo em minha saia de fundo branco.

passei a última semana em recesso. não fiz nada, só descansei, assisti a filmes, saí, tomei banhos de piscina e de lago.

não encontrei diversão. foi igual a hoje. igual a amanhã.