sexta-feira, 27 de setembro de 2013

nossos cárceres

não entendo essa implicância em relação a "luxos" de presidiários. se a pena é de reclusão, deveria ser só isso. não digo que acho justo que pessoas que cometeram crimes terríveis sofram pouco pelo que fizeram e tudo mais, mas, além de ser a lei, acho que não há nada mais terrível do que cercear a liberdade de alguém. seja por doença, seja por prisão.

sempre tive o pensamento de que, se por alguma injustiça da vida, eu fosse acusada e condenada à pena de reclusão por um crime que não cometi, preferiria morrer. trocar o duvidoso pelo certo, o certo ruim. dizem que, quando as coisas acontecem, mudamos de ideia. só que, hoje, minha ideia é essa.

então. mesmo que eu quisesse, que te odiasse, que achasse justo, não te mataria. nem você, nem ninguém. espero que tenha sido só o álcool. ou, os espíritos, esses nos quais você acredita.

se você morresse, independentemente da causa, faria muita gente infeliz. eu certamente. e, sabe, esse episódio me fez crescer ainda mais a vontade de te apresentar a um novo mundo, o que me mostraram quando passei por uma fase, digamos, parecida com a tua.

bem, eu espero que seja fase. então que, hoje, minha meta é te provar que a vida pode ser boa. quase o tempo todo. que as pessoas são boas, que nos amam e nos fazem bem. você merece. você é linda. você é perfeita.

pode passar horas falando dos teus defeitos, mas percebeu que pelo menos a metade deles nem era defeito para mim? claro que você gosta de Renato Russo e chocolate, mas vou fingir que não lembro. mas, chocolate. essa realmente me pegou de surpresa. haha

mas, bem. não sei ainda como. mas sinto que vai acontecer. estava lendo sobre nossos ascendentes, outro dia. o teu ascendente, pela descrição, só aparece de tempos em tempos, intercalando, principalmente, com a lua. ou, talvez, seja só comigo. o que conotaria que, de alguma forma, mexo com teus sentimentos. espero que para o bem.

o meu diz que só me permito as empreitadas das quais sei que darei conta, pois não sou de desistir na metade. o que faz muito sentido para mim. ainda que me permita mudar de ideia - o que, para mim, é sempre o mais difícil. mas, se mudo de ideia, mudo tudo a minha volta para adequar.

e, assim, não sei explicar, mas sinto que dou conta de ti. só que, né, não depende só de mim. não vou gastar a vida tentando te seduzir. depende de você querer, de você deixar, deixar-me te mostrar uma coisa nova, uma vida nova, perspectiva, paixão. acho, sim, que te falta paixão, entusiasmo. que, inclusive, estão bem aqui.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

uma ode à solidariedade

"I wish some day
I can clear you out
wash all this pain
´cause my love is so much bigger
than every pain you have"

corrigi a gramática e a ortografia. espero que não se importe. eu achei lindo. adoro receber declarações, principalmente as escritas. normalmente, sou eu quem as escreve.

desculpa por ter quebrado a porta do teu carro. foi sem querer. juro. há coisas que me tiram do sério. e, nem tinha a ver contigo. estou nutrindo esse ódio, que havia dado uma trégua no fim de semana. mas, que voltou. principalmente porque. bem, você sabe porque.

para mim, é bizarro estar nessa situação.  já devo haver estado antes, mas não com toda essa consciência, não com essas pessoas todas tão perto. mas, como você mesma disse, é esse o preço que pagamos por sermos livres, por fazermos o que queremos. e, claro que elas não entendem que o inimigo não sou eu, mas o que elas fazem com seus próprios sentimentos e o poder que elas dão para as outras pessoas. inclusive, para mim - que nem uso para nada, pois nem me interessa.

vejam. não estou querendo roubar a namorada/a ex/a futura de vocês. não quero roubar ninguém. mas, claro que aceito compartilhar. sou generosa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

baculejos



touro com ascendente em peixes. não fica muito mais cármico do que isso. 

na sexta, não conseguimos ver o filme (que eu, secretamente, nem queria ver mesmo, preferiria ter partido direto para os drinks, o que acabou acontecendo), então sentamos e, de repente, olho a minha volta e percebo que estou em uma mesa de taurinas. sendo que só percebi isso quando a taurina-de-batom (desisti das letras e dos números, já me perdi) surgiu, do nada, e me beijou o rosto. não sei explicar o que acontece, mas aceito. 

o outro episódio, anterior a esse da mesa, foi daquela na fila para o filme, me interpelando, assim, do nada também, querendo saber meu nome. fiquei sem reação e comecei a rir, meio nervosa, me perguntando por que ela não saberia quem eu era. tipo, sinto como se fôssemos já quase amigas. a taurina-puppy (só para irritar Simone, que detesta essa expressão - mas, veja, não é puppet, certo? é puppy, é carinhoso, apelido de menina)

na mesa, depois, amiga-enfermeira aparece e me apresenta a melhor amiga dela, a taurina-do-nome-bonito. "nem se empolgue, ela é hétero". como se existissem mulheres héteros. alguém me disse isso ainda outro dia. 

a noite terminou com Simone aparecendo do nada e eu, aparentemente (porque não lembro), a engasgando com um cubo de gelo que tentava fazê-la engolir. "vamos sair daqui." não lembro o que houve, mas não encontrei mais ninguém que estava na mesa, então saí sem despedir-me mesmo, daquele modo que sempre fazemos quando nos encontramos por acaso.

o sábado foi gasto na feijoada, com caipirinhas, risadas e telefonemas de puppies. até chegar a noite, quando me arrastaram para essa festa derrota na casa de alguém, que capitalizei por encontrar a amiga-arquiteta, que está ainda mais bonita. conversamos sobre piqueniques e a fôrma de cubos de gelo em formato de caveira que ela queria dar para mim de aniversário.

depois, resolvi ir à outra festa, para a qual havia ganhado convite na noite anterior, só que depois de errar o caminho por uma longa hora e meia. tinha marcado de encontrar T3, a taurina-pisciana, mas não conseguia enxergar ninguém, então esperava as pessoas virem falar comigo. duas das quais eram esse casal, com o qual nunca consigo marcar encontros, então já fui pensando que seria uma boa oportunidade, rodamos a festa, desviando de todos esses cineastas e pessoas de roupa de gala, quase morri quando vi o decote da guria, que ia até a cintura, fiquei interessada em saber se ela estava de sutiã, "não, não tem como, ia aparecer", então passei a pensar em outras coisas que gostaria de perguntar, até que, no meio do caminho, parei no bar e, quando me dei conta, os dois haviam sumido. 

fui dançar e, de repente, avistei T3. trocamos uns beijos, mas acho que ela estava braba. tanto que resolvi ir ao bar outra vez e, quando voltei, ela havia sumido. ah, lembrei. propus a ela beijarmos a guria-cineasta de cujos signo e nome não me recordo. ia rolar, eu queria, mas estamos falando de taurinas, esses bichos doidos e possessivos e ciumentos. também sou, mas acho que em um grau um pouco mais ameno. 

no caminho para o bar, esbarrei em alguém que acho que posso, talvez, haver arregimentado para minha tropa. ela me contava que era policial e trabalhava com todas essas coisas interessantes, falando baixo e calmamente, com um olhar quase canceriano, e eu só me recordava da amiga-libriana-barraqueira contando que eu precisava pedir que me fizessem um baculejo, eu nunca mais olharia para as fardadas da mesma forma. mas, ela não me contava o signo, queria que eu adivinhasse. errei quatro vezes. quando perguntei se era leão, ela virou as costas e me deixou sozinha na fila do banheiro. claro que, quando esbarrei nela mais tarde, puxei-a pelo braço e disse que tinha certeza de que era leão. ela fez a mesma cara de canceriana e, daquele jeito calmo e plácido, reiterou que não. então, trocamos contatos. 

pouco depois, encontrei a amiga-escorpiana-bêbada (combinação perigosa: escorpião + álcool), ela também havia adorado o vestido verde e estava me achando muito gostosa (coisa que repetiu à exaustão, fazendo-me criar expectativas), então aproveitei para pegar bastante nela também. enquanto nos apalpávamos, ela comentou que achava super doida a guria que havia dito que não podia mais sair com a outra porque estava apaixonada. eu ri, mas concordei. é bem doida mesmo. 

daí, olho para o lado e percebo que já era dia, e alguém que não conhecia me chamava para entrar na piscina. tirei os sapatos e as pulseiras e atendi, claro. o melhor banho de piscina. até Simone entrou. foi a primeira vez. aliás, foi a primeira vez de Simone em várias coisas. alguma coisa está acontecendo, talvez seja a taurina-puppy. que, segundo ela, é reverberação do meu "harém" taurino. mas, eu discordo. inclusive, acho que essa história é toda dela, não me sinto de forma alguma relacionada ainda que, na prática, esteja envolvida muito, mas muito, muito, muito mais do que gostaria. é brasília. já aceitamos. 

depois dessa breve parada de 4h em um lugar ali por perto, fomos almoçar no nosso restaurante tradicional, com os vestidos completamente encharcados, botas desamarradas, chocando toda a alta sociedade dourada. ficamos um tempo na varanda, mas, por causa do sol, tivemos de entrar, até porque havia ar condicionado. avistamos um outro casal de mulheres, lindas, apaixonadas, o qual não conseguíamos evitar encarar. na hora de ir embora, elas passaram por nós e sorriram. sorrimos de volta. Simone queria saber qual das duas eu queria, mas, oras, para que escolher.

na saída, descendo as escadas, dois caras nos pararam, perguntando a Simone se ela não se lembrava da mão amiga na piscina da festa. rimos, e eles perguntaram se trabalhávamos com design, o que prontamente confirmamos. até porque adoro mentir para desconhecidos. tipo T1, a primeira taurina, que disse que era garota de programa. até usei com T2, que, carmicamente, me deu a mesma resposta que eu havia dado a T1 "contanto que não me cobre". ninguém cobrou. quer dizer, só eu, quando me apaixonei e estraguei tudo. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

keep your heart



acordei com essa música na cabeça. que tocou naquele dia, em que afogava as mágoas com essa pessoa. tocou bem em um momento íntimo. e, chorei. mas, foi bom, foi catártico. até porque não a ouvia há tanto tempo.

então, hoje, tirei todas as músicas do ipod, essas que ouvi nesses últimos tempos. vamos marcar esta nova fase com novas músicas. inaugurada por essa.

I´m gonna keep your heart
With the world all falling apart
I´m gonna keep your heart

o bom de ter um "Exército" (adoro dizer isso, para irritar Simone) é que, quando você tem uma baixa, há sempre um soldado para tomar o posto. é isso, então, que tenho feito. te substituído por essas letras e números e demais signos do zodíaco, como você diz. mas, não pense que tem sido ruim. é só minha forma de fazer as coisas.

tipo, toda vez em que você me dava um perdido. ou, quando me irritava com algum daqueles comentários absurdos que você gostava de fazer. convocava o próximo soldado. ia lá, fazia essas coisas que me fazem sentir-me bem. mas, não para vingar-me de ti. não, não. era só para ficar bem. eu ficar bem. para, depois, conseguir falar contigo como se nada tivesse acontecido. para você não ver o quanto eu tinha ficado mal.

ontem, foi a despedida da amiga cancerariana. ela vai para a terra da cerveja, do chocolate e da batata frita. acho que ficará bem. hihihi mas, de verdade, foi muito triste ter de ir lá, dar esse último abraço. ela falou daquela minha foto indecente, que saiu no jornal. eu ri. falamos mal do amigo-ali-G, que nem se dignou a aparecer. falamos da Indonésia, de durian. ouvimos música, conversamos.

e, assim, todo mundo vai embora. não entendo. talvez, por isso, tenha optado por ficar. esperar. as pessoas vão, elas vêm. e, eu estou sempre aqui. esperando quem estiver disponível, quem quiser vir, quem quiser ficar.

não ia te pedir para ficar. assim como não esperava que você me pedisse isso.

naquela conversa, sabe, acho que, no fundo, esperava ouvir outras respostas. inclusive, não sei se você fez de propósito (eu acho que fez), mas, das 4 coisas que te pedi (e com as quais você assentiu), você quebrou uma, nem uma hora depois. olhei para ti, e você continuou, como sempre fazia quando te pedia para não fazer alguma coisa. enfim. você queria saber. não tenho certeza ainda, mas acho que foi esse momento.

e, tudo bem. eu te aceito como você é. não pense que quero te mudar. e, tanto não quero, que vou te deixar ir. porque nunca te deixaria relacionar-se comigo sem te transformar inteira. assim como não ficaria em uma relação que me fosse inócua. você quer fazer as coisas do teu jeito? bem vinda ao mundo. eu também quero. a moça ali do lado também quer. a tua ex também quer. sabe, o mundo não gira a teu redor. e, se você realmente quiser relacionar-se com alguém, futuramente, terá de aprender a negociar, barganhar. leve esse aprendizado e, da próxima vez, faça direito. e, lembre-se de mim. <3

mas, confesso que meu coração apertou quando você usou a palavra "relacionamento". sabe, naquele dia, quando eu saía de casa, conversando com marido, explicando que estava indo "terminar com T2", marido perguntou "terminar o quê?" nós rimos. era bem isso. não fui lá terminar nada. só fui lá dizer que não estava mais dando conta. porque queria, justamente, começar.

mas, ó, não pense que foi tudo ruim para mim. como te disse naquele dia, quando era bom, era ótimo. é só que não havia mais como sustentar aqueles momentos intermináveis, esperando você decidir-se. quando eu te dizia que aquelas coisas que você fazia eram ruins para mim. que você ainda teve a indignidade de dizer que eram de propósito! fiquei possuída de ódio.

de todo modo, sim, também aprendi muito contigo, não pense que não. o bom foi muito bom. mas, veja, a amostra grátis acabou. agora, como diz uma amiga minha, if you like it, then you shoulda put a ring on it. (você, inclusive, teria adorado o show - a baterista era uma super dyke)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

lua demoníaca

uma das gurias com quem Simone está saindo mora em outra cidade, mas está no movimento de vir para cá. Simone está tensa, pensando nas consequências de relacionar-se (casar-se, na verdade..) com uma pessoa ciumenta. sempre defendi que, como a balança de poder pende mais para cá, ela pode fazer suas exigências - uma delas sendo o amor livre. pegar ou largar.

enfim. sempre fui a maior defensora dessa relação, com a forasteira. até que, ontem, entre uma cerveja e outra, ela resolve me mostrar o mapa da guria. foi, assim, instantâneo: a tríade psicopata. perfeita. sol, ascendente e lua. fiquei chocada. nunca tinha visto isso na prática. e, nem entendo tanto assim de Astrologia. mas, de alguma forma, pelo que tenho percebido, minha intuição tem ajudado a preencher algumas lacunas de conhecimento desses temas. há algumas configurações, por serem muito terríveis ou muito benéficas, que você acaba decorando. essa, claro, era uma na qual sempre reparava.

ou, era o que eu achava. acordei hoje, li a citação dela de Faroeste Caboclo e dei-me conta de que, sim, conheço outras pessoas com essa configuração. inclusive, alguém muito próximo, de quem gosto muito. chocada outra vez. sem saber se digo a Simone que vá lá, tente a relação com a forasteira, vai que os outros elementos do mapa anulam essa tendência da guria, vai que eu li tudo errado, vai que Astrologia é mesmo uma balela. vai que meu amigo é mesmo uma boa pessoa. mas, e se não for. e, se não forem. como ignorar uma coisa que você vem defendendo há anos, como uma religião. justo na hora em que te mostrou algo importante sobre alguém. e, ignorar a intuição. que tipo de espiritualidade é possível ter se você não acredita no incorpóreo.

então que o ano de virgem, como um todo, acabou. oquei. só que justamente para inaugurar o da lua em virgem. a frieza dos sentimentos. razão na emoção.

pra tu ver. sempre pode piorar. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

nunca serei poeta

o dia de ontem passou como um vendaval. não deve ter sido por acaso que caiu aquele pé d´água. foram minhas emoções revirando-se. certeza.

era uma decisão difícil, mas só de aceitar, pois já estava tomada há muito tempo. há exatos dois meses. "não vai durar." quantas pessoas me disseram isso. quantas. "já está ruim no início, imagina depois." "saia enquanto você ainda está no controle" (ênfase no *ainda*..) "você não precisa passar por isso" "nossa, a julgar pelo jeito como você está, ela deve ser muito gostosa!" (hahaha esse era o meu favorito)

sabe essas relações que te estragam toda para as relações seguintes, que te enchem de traumas? pois é, a última duradoura, sim, me estragou de várias formas (tipo ficando com minhas amigas e deixando minha colega de apartamento dar em cima dela), mas me consertou de várias formas. uma delas (e isso é bem piegas) foi ao ensinar-me a amar (eu avisei). amor completo, inteiro, sem poréns, sincero, real. se é para fazer, fazer direito. lição de vida mesmo. amar por inteiro.

e, foi isso que fiz. joguei-me de cabeça. desde o princípio. quando era bom, era ótimo. fazia toda a chateação, todos os jogos, tudo valer à pena. já sabia o que me esperava depois desses momentos e procurava manter a paciência. até porque me parecia o único modo de conseguir levar uma relação com alguém tão mais nova. então, deixava-a espernear, fazer charme, fingir que era moderna e ocupada, que tinha uma vida incrível. deixe-a. deixei, deixei mesmo. sob o protesto de várias pessoas (a quem sou grata mesmo assim! hihihi). mas, entendam, eu queria mesmo fazer isso. na hora, era ruim, irritava. mas, são as jovens. elas precisam disso. faz com que se sintam poderosas, sabe.

e, como ela gostava disso.

até isso eu achava fofo.

só que chegou o tal momento. foram dois meses. o primeiro foi tão conturbado, com nossa total falta de sincronia. nossa comunicação truncada. as mentiras. não, vamos esperar o segundo. ele veio, e as coisas melhoraram muito. cheguei até a pensar que poderia dar certo. esperava só o momento certo para começar a retomar o controle da situação. ela até pediu desculpas. que eu, obviamente, não aceitei.

e, deixei-a ir. com o coração partido. completamente apaixonada por essa pessoa tão cheia de defeitos. tão já sofrida com tão pouca idade. que me inspirava um instinto protetor quase animal. que me enchia de ternura. que me arrepiava só pela forma de olhar nos olhos, apertando-os, sempre com aquela expressão de braba. aquela expressão de braba do primeiro encontro, naquele café. que me deixou muda. que me tirava o fôlego toda vez.

e, daí, choveu. chorei no bosque. chorei em casa. levaram-me para beber cerveja e nadar e falar sobre as paixões. levaram-me para o show. bebi mais cerveja, me perdi. tomamos banho de chuva. comemos cachorro-quente. cheguei em casa, chorei e dormi. e, acordei ainda mais dramática. só que cheia de planos.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

sem equilíbrio

você tem razão. sou completamente descontrolada. não, você diz "desequilibrada". só que meu desequilíbrio é só físico - isso de ficar caindo toda hora e tal (lembrei daquele dia no restaurante, quando tombei a cadeira para o lado enquanto tentava impressionar a guria - definitivamente, deixei uma impressão -, e do dia em que caí de quatro no estacionamento do trabalho, na frente do chefe, que veio, junto com a recepcionista, perguntar se deveriam chamar uma ambulância enquanto eu só me perguntava se minha saia havia levantado, quanta gente estava testemunhando minha humilhação, que neurônio me faltava para eu ser assim).

o mental é só descontrole. essa indecisão virginiana, que me atormenta. penso, penso, penso, penso e, na hora de agir, faço tudo diferente. estou tentando ser inteligente ("você só é inteligente quando não pensa"). então, vem essa intuição, que me toma, e vou lá e ajo sobre ela. claro que imagino uma coisa e, chega a hora, faço outra que pega todo mundo de surpresa, inclusive a mim.

vai sair com essa roupa? que formal, vamos encontrar uma coisa mais sexy. daí, já viu. visto uma roupa sexy, me dão cerveja e, bem assim, fico toda sensualizante e esqueço tudo o que tinha para dizer.

daí, acordo no outro dia rindo de mim mesma, me achando meio doida, mas nem por isso arrependida.

mentira. já me arrependi. claro. marte em virgem. que delícia.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

manifesto contra a superficialidade

“Esta é a tua vida. Faça o que ama e faça-o com frequência. Se não gosta de algo, mude-o. Se não gosta do teu emprego, largue-o. Se não tem tempo suficiente, pare de assistir a TV. Se está procurando o amor da tua vida, pare; ele estará te esperando quando você começar a fazer as coisas que ama. Pare de analisar tudo, todas as emoções são bonitas. A vida é simples. Quando comer, aproveite cada mordida. Abra tua mente, teus braços e teu coração para coisas e pessoas novas, somos todos unidos em nossas diferenças. Pergunte à próxima pessoa que vir qual é sua paixão e compartilhe teu sonho inspirador com ela. Viaje com frequência; perder-se vai te ajudar a encontrar-se. Algumas oportunidades só aparecem uma vez, aproveite-as. A vida é sobre as pessoas que conhecemos e o que criamos com elas, então levante-se e comece a criar. A vida é curta. Viva teu sonho e compartilhe a tua paixão.” (Manifesto Holstee)

estava aqui, lendo esse novo site favorito, que me traz sempre muita inspiração, e deparei com esse texto. doeu. percebi o quanto não tenho seguido minha paixão nesses tempos, ainda que a sinta.

a vida é curta demais para remover o pendrive com segurança ou para parar no quebra-molas. ou, para fingir que gosta ou que não gosta de alguém. para fazer as coisas pela metade. para nutrir relações superficiais. para magoar as pessoas que você ama. para viver fugindo da realidade, para evitar sentir dor.

tenho pensado muito no que a amiga-enfermeira me ensinou, sobre haver pessoas que se deleitam em desmantelar nossa segurança. que, mesmo que inconscientemente, sentem raiva de ser inseguras e, sem saber como melhorar a própria autoestima, lançam-se a tentar minar a dos outros.

tenho pensado, também, nessa epifania da semana passada. sem parar. e, preciso agradecer por aquela conversa. ela mudou minha vida. redescobri minha paixão. quer dizer, ela já estava lá, só descobri que ela existe, sim. minha vida acabou de ser ressignificada. de repente, tudo está diferente.

tenho tido muita vontade de ler essas coisas. tenho evitado assistir a filmes, para ter mais tempo para as leituras. anos de terapia economizados. a vida é simples.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

carmicamente conectadas

o teu carma é igual ao meu. em parte, pelo menos. na parte de precisar ajudar os outros e precisar estar perto de pessoas. somos grandes líderes. vamos enriquecer com as mulheres (mãe ou esposa).

tendemos a nos prender nos vícios. nossos filhos nascerão doentes ou com muitos problemas. acho até que você devia deixar de lado essa ideia de gerar. você nem era para gostar de crianças.

em outras vidas, éramos muito apegadas às coisas. tivemos muitos romances. por isso, somos assim. mas, precisamos parar. é hora de experimentar outros tipos de amor, desses desprendidos. desses que vêm e vão. quando forem, precisamos transformá-los em amizade, o que deveria ser nossa verdadeira meta - o que é difícil para nós, pois estamos sempre procurando mais. claro que elas nos procuram também. hihihi

somos muito, muito teimosas. mas, já sabíamos disso. eu e minha mãe, a primeira taurina com áries da minha vida, brigamos uma vida por causa disso. ela me ensinou a brigar e a ser forte. pois, era uma briga injusta, ela do alto de sua autoridade, e eu precisando melhorar minhas defesas, para contornar minha situação vulnerável. o que me lembra outra coisa que temos em comum - não de outras vidas, mas desta mesmo -, que é o desprezo pela autoridade. isso nos traz muitos problemas. só que temos motivo para sermos assim. motivo justo. eu acho.

sabe, esse nosso ego, meu e teu, ele é gigante. é fofo ver isso em outra pessoa. essa sobrevalorização de si mesma, de suas capacidades. tanta coisa ainda para aprender. mas, acho que é da idade, essa sensação de poder. eu gosto. tem uma beleza ingênua.

é, também, importante que aprendamos a aceitar o mundo, as pessoas. nem tudo precisa ser do nosso jeito. não que haja algo errado com ele, mas há muitas outras verdades por aí. é verdade, confie em mim. rarará

temos essa visão da vida como algo interconectado. temos interesse pela ciência. ou deveríamos ter. hehe  eu não tenho tanto assim. mas, sim, as coisas são conectadas. não acredito no acaso. as coisas são como elas têm de ser.  sei que você também acha.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

livin' la vida loca

só faltam 10 quilos. 10. nem acredito. 10 para toda a vida. meta que, obviamente, não atingirei na data prevista. mas, não faz mal. a vida está boa. leve, definitivamente leve. apesar das brigas intermináveis. de ser chamada de "descontrolada" por alguém que bate o carro toda vez que briga comigo. ora pois.

pode até ser que eu esteja meio descompensada mesmo, com esses hormônios errados, mas, sério, vamos combinar.

e minha tez continua péssima, não sei mais o que fazer. o bom é que posso ficar falando tez para as pessoas. "é que minha tez está ruim". aliás, não sei se gosto mais de tez ou de cútis.

acabaram com minha sobrancelha. ela, que já era quase invisível. não existe mais. sou a mulher sem sobrancelha.

ontem, fiz carne de porco. passei maaaaaaal. ainda bem, emagreci. rarará

hoje, quase não comi. fora aquele ovo, o fofo, o que não sei fazer e, não sei por que, acho delicioso. é só um ovo, mas é aquele.

poderia comentar mais uma ou outra coisa, mas estou me sentindo discreta hoje. hihihi  além de má amiga, por ter perdido o aniversário da minha irmãzinha, amiga-publicitária.

o fim de semana passado foi uma loucura. explico depois. não fique quase magoada. vou compensar. volta logo.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

eterna involução

minha dieta é tão doida que consigo emagrecer bebendo cerveja e comendo pão. não, pior do que pão: cachorro quente. ah, e batata frita no sábado. pão com batata frita e cerveja.

mas, descobri o segredo: é só não comer mais nada. rarará

esta terça nunca teve tanta cara de segunda. mas, agora, minha calça verde tem uma mancha de superbonder. sofri, não estava pronta para desapegar-me dela. ainda que me traga lembranças muito duras. é só uma manchinha, mas, está lá.

dói-me muito quando alguma coisa estraga. é tipo uma planta que morre. queria ser desapegada. pelo menos, dos objetos. mas, não consigo. se deixo ir, sinto saudades. e, procuro. daí, volta tudo, quase na mesma intensidade.

por isso que sigo aquele preceito de nunca ignorar algo que exista, pois nosso subconsciente (ou seria inconsciente? nunca sei os nomes) é muito poderoso e maligno. e, assim, prefiro aceitar as coisas que têm de ser. exceto as que tentam deixar. deixar de ser, me deixar, abandonar. só aceito acrescentar, nunca subtrair. infinitamente.

vocês já sabem. é o carma.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

é só pelas árvores (e pelos gatos)

hoje? hoje é dia de ficar em casa e chorar e ser dramática e beber vinho sozinha e ouvir essas músicas. porque esta semana é a do trabalho e dos estudos. queria que fosse como a passada - a semana dos amigos.

esta, esta é a da TPM, que achava que nem tinha mais, com esses remédios e tal. mas, estou de TPM, não resta dúvida.

voltando para casa, ontem, pensei no que poderia fazer para melhorar o humor. algo que me fizesse bem. fora o banho da beleza já programado. não havia nada. já havia feito exercícios, estudado, arrumado a casa, escovado os gatos, comido direito. o que faltava? sushi. sim, sushi - o antídoto para TPM. e foi uma noite divertida, a comida estava ótima, tomamos espumante, foi tudo ótimo.

daí, acordo morta de fome outra vez (sintoma número 1 da TPM). até comi salada ainda que não fosse o dia dos carboidratos.

não há mais nada a fazer. nada. a não ser abrir esse vinho, reservado para um dia especial. pois, hoje é o dia. que eu dedico a todas as meninas de 21 anos. *meninas*. e a todos os amores deixados. e a todas as mulheres suicidas. que continuam telefonando (hoho). e a essa minha rotina que, vou falar, não faz o menor sentido.

eu odeio meu trabalho. hoje, eu odeio. eu odeio fazer subsídios para reuniões. hoje, eu odeio.

então, vamos terminar essa garrafa até alguém telefonar. ou, até terminarmos a garrafa de vodka. ou vamos para o 5uinto. será?

preciso de um - só um - motivo para dormir e acordar e ir trabalhar amanhã. fora as árvores. rarará

hoje, caiu uma árvore gigantesca em cima de um carro. perda total. daí, juntou esse grupo de pessoas, que ria, batia fotos e, do nada, caiu uma semente gigante na cabeça de alguém. eu ri. a vingança da natureza.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ingênua e feliz

estava ali, sem conseguir mais estudar Contabilidade, procurando alguma coisa interessante para passar o tempo e deparo, da análise dos astros, claro, com:

"Deve aprender a assumir a responsabilidade pelo seu controle emocional, assumir a autonomia pelo seu potencial psíquico, abrindo-se para a capacidade de autotransformação interior, desapegando-se de tudo aquilo que não corresponde aos seus valores."

controle emocional. quando? não controlo minhas emoções, elas me controlam. sou controlada, tomada, arrebatada. só posso ser imatura. não sei o que mais pensar disso. até porque, nesses tempos, minha intuição tem-me levado a lugares inéditos. e, estou gostando.

a parte de assumir a autonomia por meu potencial psíquico, não sei. não sei o que isso quer dizer. hihi espero que seja essa história da intuição. porque a abertura para autotransformação, ela está acontecendo. há algo de muito diferente acontecendo já desde meu último inferno astral. mentira, já desde abril, acho.

sobre o desapego, o material parece-me bem distante.. mas, acho que posso dizer que exerço desapego total ao que não corresponde a meus valores. se não acho a pessoa digna, não falo mais. se a data não faz sentido, não comemoro. se testa em animais, não compro.

só me abro, realmente, - e, essa abertura é total e incondicional - para aquilo em que acredito. e, sabemos, não acredito em quase nada. não acredito em deus, não acredito em amor eterno, não acredito em família - muito menos em instinto materno -, não acredito no trabalho, não acredito na Medicina nem na ciência, em geral.

acredito em algumas pessoas. aliás, acredito em todas, até que me decepcionem. já ouvi mais de uma vez que sou ingênua. não sei se concordo inteiramente. o que faço, sim, é dar a qualquer pessoa todo o benefício da dúvida. sempre acho que está falando a verdade, que tem boas intenções, que gosta de mim, que tem valores, que é digna. até, né, que me prove o contrário.

há essas situações que te fazem questionar determinadas atitudes. tenho esse "talento", digamos assim, de perceber incongruências, tanto no que é dito como no que é feito. nem me considero detalhista nem nada, mas há algumas pequenas coisas que entregam quase todo mundo que tenta ser fals@. e, elas não passam despercebidas. não por mim, acho.

mas, em relação às pessoas, posso dizer que sou até bem paciente. espero uma falha. outra. outra. até ter certeza. por isso que não me entendo uma pessoa ingênua. percebo esses deslizes. apenas busco não reduzir a pessoa a um ou outro erro que talvez não tenham tanta importância. e, até chegar àquele ponto de não haver mais conserto, eu acredito, me entrego, sou honesta, digo o que quero, o que sinto, me envolvo, crio afeições, cuido, me preocupo. me importo.

sem isso, a vida não teria sentido. o mundo, para mim, é esse monte de situações acontecendo, todos imersos em seus microcosmos, microproblemas, microtudo. que não vai a lugar nenhum, não vem de lugar nenhum. acordar, comer, vestir-se, ir trabalhar, voltar, comer, dormir. isso não é vida.

vida é entrega, amor e prazer. o resto é o que fazemos entre uma felicidade e outra.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

in the lake



não importa o que aconteça, sempre guardarei aquele momento no lago. eu morrendo de medo de cair durante a trilha e passar o maior vexame. você segurando minha mão. você usando meu biquíni. aquela água gelada. você ligando para teu pai, perguntando se ele não queria fazer almoço para nós. para ti e tua amiga. os beijos molhados, de sereia. eu tentando te abraçar e equilibrar-me para não ser levada pelas "ondas". você quase morrendo na subida de volta. a tua "saída de banho" de vestidinho. você enrolando as coisas na toalha, para não molhar minha bolsa.

ainda que alguma coisa tenha acontecido naquele almoço. queria muito entender. queria te entender. não para te manipular, te seduzir. para saber mais sobre você. quero saber tudo. nem precisa ser assim, de uma vez. por mim, pode durar uma vida, a vida que você estiver disposta a me dar. quero aprender a ser paciente, como você é.

e, assim, eu me lembro de tudo. de todos os detalhes. das roupas, das datas, dos horários, dos lugares, da maquiagem, do que você disse e em que ordem. da forma como você me olhou. do teu humor, que está sempre diferente. dos sorrisos que você tenta disfarçar.

juro que estou tentando criar codornas. viver o momento, aproveitar o dia. o que não consigo evitar, por mais que tente, é esperar te ver novamente, logo, o quanto antes. te abraçar, sentir teu cheiro, pegar no teu cabelo. não-tem-como. não tem.