quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

capricórnio com leão

estava saindo com essa pessoa. a gente fez uma viagem e brigou. as coisas já não estavam bem. voltamos, e eu não queria continuar o relacionamento. continuamos nos vendo. eu estava indecisa. chegou o fim de semana, e ela disse que estaria ocupada. fui nesse encontro de sapatão. havia essa mulher por quem já tinha me interessado. as outras saíram da mesa pra fumar. a gente começou a conversar. ela estava envolvida em alguma confusão.

no dia seguinte, me mandou mensagem, combinamos de nos ver. ela remarcou para o dia das bruxas. era dia de semana. perguntou se tudo bem de dormir aqui em casa. cortou meu cabelo. a noite foi incrível. ela disse que eu caminhava como uma leonina. foi difícil dormir. tomei o dobro da dose de remédios.

uns dias depois, nos vimos outra vez. era dia dos mortos. ela estava em um relacionamento aberto. eu que sou monogâmica. fizemos carbonara. conversamos por horas. eu estava apaixonada.

ela me pediu em namoro no dia da proclamação da república. disse que podíamos fazer um esquema de 3: eu com ela, ela com a outra, e eu com quem mais eu quisesse. ela com mais ninguém, só com nós duas.

logo depois, descobri que ela e a mulher foram morar juntas. descobri por acaso. não sabia o que fazer. ela disse que me amava.

fizemos um mês juntas. trocamos presentes. saímos e dançamos forró. eu que não sei dançar.

viajei de férias. ela ia viajar com a outra mulher. só íamos nos ver na segunda semana de janeiro.

era dia 26. exatamente um ano atrás. ela terminou comigo por mensagem. umas 11 da noite. postou uma foto no motel.

no começo de janeiro, disse que queria me encontrar quando voltasse.

veio aqui, me deu presente.

dias depois, disse que queria voltar. respondi que ela me procurasse quando estivesse solteira. terminou com a outra no mesmo dia.

um pouco depois, começamos a namorar. só as duas. tentou se matar na minha casa. fiquei sabendo quando a outra mandou mensagem perguntando dela. cheguei na sala, e lá estava ela, toda cortada.

assumimos a relação nas redes sociais.

passamos o carnaval juntas.

no sábado seguinte, ela disse que não queria mais. fui embora. no dia seguinte, queria me ver. eu, não.

nos esbarramos no aniversário de uma amiga. já era tarde, eu ia embora, ela pediu para eu ficar. dormimos juntas.

dias depois, veio a minha casa buscar as coisas que tinha deixado. ficou quase uma semana. quando foi embora, eu não a quis mais.

depois disso, nos esbarramos só uma vez, no show da Letrux. fingiu que não me viu.

4 dias atrás, fui a outro show da banda. impossível não lembrar. escrevi sobre ela pensando em uma das músicas.

o livro está pronto. obrigada pelas histórias. eu só queria dormir. e acabei me apaixonando. ascendente em capricórnio, mas vênus em leão.

sábado, 15 de dezembro de 2018

as manhãs rendem mais

meio dia, agora, e já tomei café, escrevi, cuidei dos gatos, arrumei a casa, atualizei as contas, andei 1h de bicicleta e estou esquentando costela de porco com molho barbecue que eu mesma fiz, chips de mandioca e brócolis grelhado.

o livro está quase pronto. se o prazo fosse até hoje, era só acrescentar mais um parágrafo. como temos mais tempo, vamos escrever mais. muito feliz por estar finalizando esta etapa.

3 mulheres me chamaram para sair esta semana. nada como sair da lunação em touro e do mercúrio retrógrado.

o show que queria ver terá uma edição no dia em que posso ir.

estou reaprendendo o valor de dormir cedo. meu sono está melhor. sinto-me calma.

ontem, passeei com o gato pequeno. costumava forçá-lo a ficar sozinho no jardim. daí, outro dia, lembrei que o primeiro gato, no início, ficava no meu colo quando descíamos. testei isso com o pequeno e foi bem mais tranquilo. vamos seguir essa estratégia agora.

daqui a pouco, vou comprar presentes de natal, fazer as unhas, lavar o cabelo, ler e assistir a filmes. a vida está boa.

domingo, 25 de novembro de 2018

What about me? Now she cries


o que você faz na lua cheia? desapego de tudo e de todos e faço coisas que amo.

na sexta, aproveitei o clima de carnaval do trabalho, saí mais cedo, comprei uma pochete nova que já queria há um tempão, um tarô em promoção e fui ao bar ali do lado, beber e comer pastel. voltei em casa, me arrumei bem bonita e fui conhecer uma de minhas cantoras novas favoritas, Ekena. sentei na praça de alimentação e a vi bem ali, pertinho, assistindo ao show de abertura. fiquei tão nervosa. é mais fácil falar pelo instagram com as pessoas que admiramos.

quando começou o show dela, sentei mais perto. ela parecia tão triste. a voz perfeita, sem precisar fazer esforço nenhum. sorri pra ela. ela sorriu de volta. falei com ela no final. ela sabia quem eu era. abracei-a duas vezes. desejei feliz aniversário e fui embora.

ontem, fui visitar uma pessoa no hospital. joguei tarô para ela e a mãe. conversamos. ela perguntou se eu era do vale. eu sempre acho que as pessoas estão falando do grupo do facebook.

lindinha, mas muito nova.

(gente, quem flerta no hospital?)

caminhei, meu braço esquerdo ficou dormente. me arrumei, me maquiei. fui ao bar lanchar outra vez. depois, fui ao show do Rico Dalasam, um dos cantores que mais ouvi no ano passado. conheci um rapaz na fila. esqueci de perguntar o signo.

no evento, encontrei um amigo. conheci o amigo dele, que me indicou o tênis da moda, agora que enjoei de all star. depois do que, 20 anos?

encontrei um conhecido da época dos concursos. batemos uma foto.

hoje, estava frio. descobri um casaco vermelho de um tecido macio que ganhei há um tempo, mas ainda não tinha experimentado. escrevi e abri o Bordeaux branco, que estava louca para conhecer. crush mandou mensagem. chamou-me para a inauguração do espaço dela. não vou, vou ver uma peça. talvez na outra semana.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

falta de exu

passei pelo nosso restaurante. tomei uma cerveja.

completamente travada. 4 capítulos para terminar, e nada sai. muito medo de estragar os outros 18. não quero um livro mais ou menos. a professora não para de me convidar para as oficinas. não sei o que faço. não tenho vontade de escrever. só de falar. acionei algum dispositivo em mim. uma amiga comentou outro dia que eu não paro de falar. e tenho falado com todo mundo. muitas mensagens de voz. só esta semana, conversei 1h no telefone com 3 pessoas diferentes. mais uma amiga que esteve aqui, ontem, para o tarô. antes, eu sentava e ouvia. agora, ouço e falo quase igualmente.

me dei conta de que a vela de 7 dias do gato, que acendi em 2016, continua aqui - e é a vela que uso sempre que preciso de vela. dentro do mesmo copo. coisas que a yoga faz por você. 

meu tarô está progredindo. a consulta de ontem foi muito bonita. e se relacionou com meu jogo de hoje. 

tarô tem previsto momentos difíceis para mim. tenho tido dificuldade em aceitar. mas, pelo menos, estou aqui. vamos destravar. venha, mercúrio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

vênus retrógrada em escorpião


adoro acompanhar os trânsitos astrológicos. não que dê para controlá-los, mas, antecipando-se, você consegue passar melhor por eles.

na semana passada, tivemos lua cheia em áries. aparece essa pessoa de lua em áries. pessoa já raivosa e explosiva por natureza. eu sabia que qualquer coisa que dissesse a tiraria do sério. no caso, disse assim mesmo. porque acho muito engraçado a pessoa brotar, 10 meses depois, para pedir desculpas com um pedido genérico. desculpa qualquer coisa. não desculpo, não.

agora, essa vênus retrógrada em escorpião, e essa pessoa de vinte anos atrás me encontra nas redes sociais. lembra de mim? mas, oras. lemos vários livros juntos. minha introdução à literatura russa. noites viradas conversando. todos os assuntos. perfume Carolina Herrera, que usei, depois, por um ano. muitas memórias. apaixonadíssima. quis muito você. mas, agora, não. gostei das lembranças. obrigada pelas músicas. adoro a cidade onde você mora. mas é isso: cidade errada, gênero errado.

ontem, também, veio essa moça, que acabei de conhecer. frequento o terreiro tal, conhece? não. sou do signo tal, ascendente tal. de repente, me transportei para outro plano. tive de olhar para ela de novo. você joga tarô para mim? posso ir a sua casa? e dei meu número. porque sim.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

texto que mandei pra secretária do meu trabalho, sem querer

hoje, acordei achando o cabelo feio. pensei que não gostei do último corte, que não cresceu bem. daí caminhava para o carro e fui interpelada pela vizinha, que disse que estava observando o quanto meu corte era bonito e queria o contato da cabeleireira.

cheguei ao trabalho e recebi resposta negativa da chefe ao e-mail solicitando licença prêmio. repliquei. ela marcou uma reunião com todo mundo. iurru.

fui pra yoga ovulando, errei a série duas vezes, escorreguei no tapetinho e resolvi ir embora.
comprei vidrinhos para acondicionar e congelar comidas. agora, só falta comprar a máquina de lavar louça. não devia estar gastando dinheiro neste momento, mas essas providências me pouparão um bom tempo na rotina, que tem sido meu principal vetor de sofrimento. na loja, reencontrei um ex-colega de trabalho, de 20 anos atrás. ele disse que eu estava com uma cara boa.

bloquearam blogs no meu trabalho. ah tá a produtividade vai aumentar.

o tarô me trouxe previsões tão boas ontem. tenho tido dias bons. superei aquela lua nova.
pintei as unhas de vermelho. sinto-me segura outra vez.

sábado, 15 de setembro de 2018

portal abriu e fechou

porque as coisas acontecem todas de uma vez. a semana foi pesada, com vênus entrando em escorpião. quando a lua se alinhou, com a vênus e com o júpiter, tudo em escorpião, começaram a falar em portal e tudo mais, que começava na quinta e terminava na sexta. pois minha quinta foi de ir até o fundo - do poço mesmo.

quarta foi dia de ritual da quartinha. quarta. quartinha. minha segunda quartinha. por motivos de sou indecisa. 

pensei aqui que, agora, tenho pai e mãe. os das duas casas (mãe em uma, pai em outra) e os que me adotaram. os adotivos me levaram para sair ontem. você não está muito bem, né? a gente percebeu. o que aconteceu? nada. não aconteceu nada. nem de bom, nem de ruim. 

mas, resolvi mexer nas energias, voltar a sair com as pessoas, deixar acontecer. mesmo que eu não sinta nada. é o conselho que costumo dar pras amigas. dei pra mim. e, então, de repente, todo mundo começou a aparecer. 

ontem, foi o dia de áries. recebi 3 convites. 3 pessoas de áries. distribuí uma para cada dia. geminiana reapareceu. marquei com ela. e com a outra moça de sempre também. 

neste fds, não haverá bruxaria. mas haverá cerveja e vinho. pode ser o universo querendo me testar, agora que falei que não beberia mais tão cedo. teste executado. não vou chamar de fracasso. estou chamando de desvio. achei necessário, antes que eu perca o sentido da vida outra vez. não vamos deixar. não vamos, não.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

se viemos até aqui, vamos dançar


descobri que era lésbica pelas outras pessoas. sempre digo que fui, discretamente, tirada do armário. a colega de alemão que me dava carona até a porta de casa. não precisa entrar na quadra, aqui está bom. ´imagina, pra você, o serviço é completo.´ achava estranho aquela sapatão nissei dando em cima de uma hétero.

só fui perceber-me muitos anos depois. dando em cima de outra hétero, inclusive. acabamos tendo um rolinho. com ela dizendo que não era lésbica. nem eu, meu bem.

agora, as macumbas. por anos, tendo de conviver com a fama de macumbeira sem ter feito nada. mas parece que está fluindo. não gosto dos banhos, estragam o cabelo. mas o resto é tipo cozinhar. cortar quiabo. comprar velas.

meu primeiro dia de atendimento individual passou incrivelmente rápido. não senti nem fome. foi tudo muito natural.

madrinha ligou quando cheguei em casa. bebia cerveja. disseram que, no outro dia, eu acordaria com dores no corpo. pois acordei ótima. saí com a crush, me diverti.

parece que o reinado de libra acabou mesmo, dando lugar para gêmeos. amém, geminianas.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

marciana

não têm sido tempos fáceis para leoninos. esse monte de eclipse. inferno astral e tudo mais. prevendo tudo isso, decidi que ia sofrer com dignidade. duas semanas doente, uma doença atrás da outra, sem reclamar. li em algum lugar que não devemos compartilhar nossas dores. pois não compartilhei com ninguém. sofri de pé.

hoje, marte ingressou lindo em capricórnio. fiz meu primeiro ebó. o primeiro oficial, pelo menos. relacionado ao livro que não tenho conseguido mais largar. mil páginas que pesavam em mim, até, né, hoje, ter a ideia de despedaçá-lo para ter sempre comigo.

conheci todas as lojas de macumba da região. já criei amizades e inimizades. e não posso negar que venho aqui só para destravar a escrita. faltam só 5 capítulos. um mês para terminar. conseguiremos.

agora, preciso lidar com essa moça, que quero tanto que tenho medo de estragar. lembrei a metáfora do amigo-libriano, de estar saindo com alguém que chega com os defeitos em uma caixinha. cada dia, mostra um papelzinho. só queríamos abrir a caixa toda logo, para saber o final. se vamos dar ou não vamos dar. será lindo se dermos. são tantas coisas em comum. a astrologia aprovaria.

amei a forma como você se apresentou. adoro gente desinibida. estava de olho em você há tanto tempo. mas não vou te contar ainda. vamos no seu ritmo.

abrindo o vinho que ganhei de aniversário. um brinde a esta lunação. que os voduns nos abençoem.

terça-feira, 24 de julho de 2018

eclipse

andaram me perguntando, fui pesquisar. pelo que entendi, eclipses são espécie de portal, momentos de guinada na vida. um pouco antes de ele se formar, você sente como se algo grandioso estivesse prestes a acontecer. no caso do lunar, deve-se tomar cuidado para não entrar em brigas desnecessárias. o universo vai te testar, as pessoas parecerão mais irritadiças. tomar cuidado para não desviar o foco. é momento importante para a concentração, é época confusa.

na análise astrológica, o eclipse não afeta qualquer pessoa. só aquelas cujo mapa contenha signos e ângulos que façam aspectos com a lua, que estará a 4 graus de aquário (basicamente, planetas e ângulos próximos de 4 graus nos signos de ar ou nos de qualidade fixa: aquário, libra, gêmeos, escorpião, touro e leão). no meu caso, significa 4 planetas: lua, urano, saturno e plutão.

não é à toa a sensação que tenho tido nos últimos dias. não me lembro quando foi a última vez em que me havia envolvido em discussões virtuais. daí, veio uma semana passada, outra hoje. uma sobre o que a pessoa chamou de preconceito contra crianças, outra sobre a luta antimanicomial.

entro de férias na sexta, e parece que tudo acontecerá neste fim de semana. já comprei o tecido, mas não deu tempo de mandar fazer a roupa. não estou mais nervosa com o abate ritualístico. mas também não sei se me deixarão participar do ritual todo.

pipoca tem aparecido para mim a todo momento. mas, claro, estamos entrando em agosto.

leão começou, para nossa alegria.

comecei a arrumar fotos antigas. fiz atendimento de tarô ontem, para uma pessoa que aguardava há muito tempo. o jogo foi conciso. até o próprio tarô apareceu nele.

sábado, 21 de julho de 2018

príncipe de espadas

noite difícil de dormir. esta semana, consegui organizar-me, para dormir cedo e, né, acordar cedo. esta noite, fui dormir às 3h. às 7h já estava desperta. e com muitas dores no corpo. fiz atividades físicas todos os dias e não bebi. orgulho. sentindo-me quase no AA.

fazia tempos que isso não acontecia, mas tenho sentido preguiça de sexo casual. a parte do sexo, especificamente, não é ruim, só não tenho tido paciência para todo o resto. a saída pro bar, ouvir as pessoas falarem. outro dia, percebi-me parada em frente à moça, em total silêncio, enquanto ela me atualizava de como tinham sido os dias dela, me falava de seus sonhos e de alguma coisa do ambiente. eu acenando com a cabeça e tomando um copo atrás do outro, esperando a hora de estarem as duas bêbadas o suficiente para ir para minha casa. e, daí, a função de não querer que ela fique no dia seguinte. aquele café da manhã constrangido, somado a minha insatisfação por ela não se oferecer para lavar a louça.

talvez esteja direcionando a libido para trabalhos emocionais. tenho andado encantada pelo tantra.

na semana passada, fui ao terreiro e ao barracão. nesta, não irei a nenhum. ontem, foi show da Letrux. hoje, Johnny Hooker mais um aniversário para ir.

preciso comprar tecido para fazer minha roupinha. tenho pensado em como ficarei depois que tiver de raspar a cabeça. talvez volte a usar chapéus.

a escrita está fluindo. faltam 6 capítulos. 16 já escritos. nem acredito que estou quase lá. esta semana, a professora comentou, casualmente, que, durante uma confraternização, um colega falou do meu livro. fiquei bem emocionada. ele era uma das pessoas mais quietas dos cursos que fiz, nunca criticava meus textos. já imaginava que ele os detestava. às vezes, minha insegurança surpreende-me. é difícil produzir arte. você põe muito de você. se dá errado, não é só um trabalho que não deu certo. é parte de você que falhou.

o hortelã reproduz-se continuamente. tudo que faço é regar todos os dias. o alecrim é sempre a mesma planta, que prospera. as outras não sobrevivem. nenhuma outra erva. deve ter algum significado.

esta semana, passei por um momento pitoresco. descobri, por acaso, o instagram de uma cantora nova, que ouvi esses tempos. comecei a segui-la. fiquei surpresa com o visual roqueiro, destoante da música calma, doce. doce como ela. senti como se estivesse platonicamente apaixonada por ela. talvez seja indício de que não estou mais apaixonada por ninguém. amém, né.

o orixá atendeu meu pedido. aquele caldo de cana grosso. mãe diz para eu parar de agradecer. mas não posso. a vida está boa, em paz. por favor, não vamos deixar nenhuma mulher estragar isso. tarô tem-me guiado nesse processo. tenho gostado de jogar antes de sair de casa. daí ele me vem com mensagens cifradas, que entendo, automaticamente, na hora em que a situação se apresenta.

só não me ajudou muito na indecisão da semana passada. aceitei como um sinal de que não deveria decidir, mas abraçar as duas opções. vai dar trabalho, mas melhor do que tomar uma decisão insegura.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

8 de paus

foram dias intensos? foram. estou escrevendo? não.

mas que outro bloqueio você sente? o criativo. você está com chakra básico bloqueado. precisa de um exorcismo.

o nome técnico foi ´parir´. pari uma lua vermelha de dor. me puseram dentro de um pentagrama de pessoas, dentro de uma casinha minúscula de madeira. gritei até arranhar a garganta.

de que cor está teu coração? é da cor da pedra? não, é salmão. salmão misturado com branco leitoso.

não peça mais desculpas. sinta raiva. sabe, a raiva ajuda a gente se mexer.

a cigana disse que renasci. mas não renasci, não. ainda há pedaços do ser dentro de mim. devia ter andado descalça depois. mas calcei o sapato e dirigi. me tremendo toda. garganta doendo. brindei. não ouça músicas velhas. ouça coisas novas.

a mãe de santo me chamou para conversar. eu vou. já aceitei. a hora chegou.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

marte em virgem conjunto com o meio do céu

adoro pesquisar. mas, no meu tempo. sem regularidade, mas sempre em progressão. gosto de fazer cursos mais para ver outras pessoas, ser inspirada por elas. principalmente, quando estou desmotivada.

gosto de garimpar música. conhecer música nova é como me atualizar das notícias do jornal. toda semana, ouço toda a lista de sugestões do Spotify. toda. guardo as de que gosto em uma playlist. depois, volto na lista e ouço os álbuns inteiros. também ouço as bandas que tocam em festivais.

faço isso com filmes também. sou um pouco menos regular do que com música (porque dá trabalho baixar torrents, e filmes tomam mais tempo para conhecer). baixo as estreias da semana. não tenho o menor pudor de largar um filme no começo, se não me cativou. baixo também os filmes de festivais (tipo Oscar e Cannes).

tenho mania de somar números. por exemplo, a placa do meu carro e meu apartamento somam 5: número da mudança, do prazer e da liberdade. não somo todos os números o tempo todo, faço isso mais quando não estou entendendo a situação. no geral, sou boa em ler as pessoas. quando não consigo, uso essas ferramentas. quando a pessoa está na minha casa, peço para ela tirar uma carta do tarô. quando estou na rua, tento perguntar sobre o mapa astral dela ou, quando quero ser discreta, a data do aniversário. e presto atenção nas informações que ela me dá referentes a números: "dois anos atrás fiz tal coisa", "tinha idade tal quando aconteceu isso".

também tenho mania de ler as palavras de trás para frente, principalmente quando não as conheço. faço isso com nomes também, tentando entender o significado deles. é interessante observar a influência que os nomes têm na personalidade. não sei dizer se os nomes a influenciam ou se a escolha do nome foi baseada em algum conhecimento da personalidade.

acho que talvez essa seja uma razão por que as pessoas me acham muito calada. se estou falando, não tenho tempo de observar essas coisas. gosto de falar mais para ouvir a opinião dos outros ou para organizar meu próprio pensamento (raciocino melhor quando comunico as ideias: pela escrita ou pela fala - tive um orientador na faculdade que nunca entendia isso e me pressionava para adiantar o argumento de cada capítulo antes de ser escrito.. eu explicava que não sabia, que ia organizar as anotações e ver no que iam dar, mas ele achava ruim).

sempre gostei de escrever. escrevi meu primeiro "livro" aos 12 anos. uma amiga fez a arte da capa. o fundo era azul. eu era introspectiva e popular. na escola, fui eleita representante de turma diversas vezes. inspirava confiança e era simpática, apesar de quieta. uma vez, não querendo que o ano letivo terminasse, errei questões da última prova intencionalmente, para ficar de recuperação. a professora percebeu e ficou brava.

amo estudar. mas preciso estar perto de pessoas que me motivam. acho que por isso tenho facilidade em lidar com pessoas consideradas chatas ou difíceis. adoro pessoas criativas. mesmo que antipáticas.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

sdds bruxarias


faz umas duas semanas, tenho me percebido travada. por exemplo, no trabalho, preciso passar em um departamento, que, teoricamente, guarda os meus certificados dos últimos anos, dos quais preciso para tirar a licença quinquenal e para ser promovida. talvez esteja só com medo de fazer a conta e perceber que não fiz as horas necessárias. mas, ainda que não tenha feito, é melhor saber do que não saber. se não for, não serei promovida nem terei a licença. a amiga já ofereceu a casa na praia por 3 meses. de todo modo, não teria coragem de deixar os gatos por tanto tempo. mas seria importante saber se tenho os requisitos. mas não vou. simplesmente, não vou.

outra questão eram os gatos. vacina vencida. descobri ontem à noite. entrei em pânico. senti-me a pior tutora do mundo. mandei mensagem para a clínica. consegui marcar para hoje. para o vet explicar que a vacina não é bem anual. que, para a pequena, basta uma a cada 1,5 ano. mas foi um alívio. o gato grande com o nariz vermelho. achei que estivesse febril. mas está todo serelepe, junto com o pequeno, passeando pelo corredor.

e, como tudo acontece na lua cheia, uma das companhias do Daime apareceu, perguntando por que não tenho ido. o último ritual a que fui: em dezembro do ano passado. ela me indicou um ilê perto da minha casa.

e daí que hoje é lua cheia e tudo que queria era um ritual para ir. uma amiga quis vir aqui para o tarô, mas eu já tinha tomado uma cerveja. outra me convidou para ir à casa dela, aprender mais sobre as plantas. eu com a arruda e o capim limão moribundos. mas não dava. hoje era dia de cuidar dos gatos, que achei que precisariam de mim. tenho passado tempo demais fora de casa.

vontade de escrever, mas não coisas que combinam com o livro.

ontem, vi um edital para autorxs LGBT. queria muito estar com tudo pronto. mas há de surgir outros. mantemos a esperança. tudo isso não terá sido em vão. não terá. nos protegei de todo mal. viva são miguel.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

sacerdotisa


dias loucos. não sei como cheguei em casa ontem. o retrovisor pra dentro. a mensagem no celular "cadê você, bora truvar", e eu respondendo que sim sem nem me tocar.

fugindo de algumas pessoas. e encontrando a pessoa com quem sonhei. ela tomava vodka. só que, na realidade, era eu que tomava. paramos e conversamos. me atualiza. menina, nem te conto. e contei. acho que o dia de ontem se resumiu a esse contar. que ainda estou processando.

o livro está andando. só faltam 7 capítulos. as pessoas gostaram do último. a colega perguntou se eu não gostaria de escrever textos informativos sobre gênero, para distribuir no hospital. eu gostaria.

veio a lua cheia, em capricórnio. só me dei conta disso hoje, quando tive vontade de me enfurnar em casa outra vez para ouvir Bethânia em looping.

ouvi o novo disco inteiro da Lykke Li. umas 3 vezes.

os gatos estão carentes. preciso parar mais em casa. me liga.

terça-feira, 19 de junho de 2018

confessionário



vou só admitir, pra ver se passa: estou muito apaixonada. não sei o que faço. penso em você o tempo inteiro. toda hora. até sem querer. em coisas bobas. completamente arrebatada. por favor, me conte quais são teus defeitos. me tire desta morte lenta. 

não tenho vontade de conversar com mais ninguém. se não estou com você, só quero ficar só, descobrindo músicas. 

a lua cresce amanhã. vamos mentalizar. pra essa dor passar. ou pra você me ligar. 

´As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não´

segunda-feira, 18 de junho de 2018

vênus em leão + lua em escorpião



pronto, tá escrito. amanhã, arrumamos as referências, revisamos, essas coisas.

faltarei a yoga outra vez, mas, pelo menos, saí para dar uma caminhada. a garganta está quase boa, mas resolvi não arriscar. porque, né, ashtanga.

sábado foi a estreia do tarô. estava um pouco ansiosa e preocupada por estar doente. mas acho que não atrapalhou. foi ruim a parte da música. acho que meus ouvidos ´surdos´ ficaram ainda piores. adorei que era gyspy jazz. mas estava alto e me desconcentrou. uma mulher disse que tinha ido pela astrologia, que considerava mais ´racional´. daí me viu e decidiu pedir as cartas também. comigo. gostei.

ouvi histórias fortes. fiquei com a sensação de que, como o trabalho estava sendo cobrado, as pessoas o levaram mais a sério. ouvi coisas de doença e de morte. me senti pressionada com a responsabilidade. fiz dois jogos sobre o mesmo tema para essa pessoa. os dois penderam no mesmo sentido. ela perguntou se eu tinha certeza, se não queria fazer outro. eu disse que não. estava dito. essa tem sido minha experiência com o tarô. se você o irrita, ele muda a resposta, fala o que você quer. para de funcionar.

saí de lá e chorei.

vênus em leão com lua em escorpião ou TPM?

no domingo, acordei cedo, arrumei as coisas, almocei cedo. havia combinado de encontrar a amiga às 13h. 12h12 ela me liga dizendo que não estava bem. queria ver o jogo, não tinha companhia. nem TV. sentei e chorei. alguns minutos depois, arrumei outra companhia.

vênus em leão com lua em escorpião ou TPM?

dei um conselho que tem sido o meu conselho deste ano: não fique na dúvida, vá lá e pergunte. meu mapa escorpiônico se treme todo. mas tenho feito assim.

foi assim com esse amor pisciano do passado. ela era a melhor amiga da minha então namorada. tinha acabado de voltar da europa. vamos, quero te apresentar. não sei bem como era a amizade delas, mas aconteceu alguma coisa naquela noite. trocamos uns beijos, as três. e foi isso.

anos depois, voltei a SP, combinamos de nos ver. ela estava lá, linda e magnética como sempre. mas levou uma amiga. e não estava, digamos, tão receptiva. beijei a amiga dela, enquanto ela foi ao banheiro. ela voltou, viu a cena, puxou a menina pelo braço, saíram do bar e passaram uns 10 minutos do lado de fora, conversando e fumando. voltaram sorrindo. eu ia dormir na casa dela. ela não tocou mais no assunto. fui embora.

agora, voltei lá. ela estava empolgada, cheia de planos para nós. na primeira noite, me levou a um bar palestino. foi de bicicleta. me resumiu tudo que eu tinha perdido dela dos últimos anos. falou dos gatos, do trabalho, dos sonhos, dos projetos, de tudo. programou todos os meus dias lá. no último dia, antes de você pegar o avião, a gente pode ir almoçar no Mooca. você conhece lá? sei de um restaurante bom, você vai gostar.

no dia seguinte, íamos ver um filme. ela se enrolou em casa, trabalhando. eu estava nas compras. precisava chegar cedo, para pegar o ingresso. não ia dar. posso ir a sua casa e conhecer os gatos. pode ser. levo bebidas. e algo pra gente cozinhar. pode ser.

tinha passado o dia pensando nela. e percebi que, toda vez que vou lá, volto apaixonada outra vez. mesmo beijando outras bocas. passei o dia pensando em como dizer isso pra ela. resolvi não dizer assim. dei apenas, digamos, um sentido para meu autoconvite. ela riu. melhor a gente sair para algum lugar. desmarcou.

no dia seguinte, ela ia tocar nessa festa. eu tinha cancelado todas as minhas intenções de ir. mas a outra amiga, a do beijo antes do cigarro, queria muito ir. eu estava com ela, não tinha como explicar. então fomos. na festa, evitei-a ao máximo. ela me evitou nos dias que seguiram.

e foi isso. e olha que nem disse como me sentia em relação a ela, só perguntei se estava sendo muito direta me convidando assim para ir à casa dela.

é ruim ser rejeitada? sim. mas muito melhor do que iludida. meu mantra deste ano. não vou mais perder tempo ficando na dúvida. até porque tenho percebido que as pessoas esperam essa liderança de mim. que é um papel que exerço confortavelmente. a rejeição é ruim, dói. vou chorar depois. mas passa.

uma amiga me dedicou o meme ´o neymar tudo que acontece ele deita e chora parece eu´.

domingo, 17 de junho de 2018

essa nossa vênus


não consegui escrever. não consegui. a aula é na terça. terei, então, dois dias para parir algo. vai rolar. gostava de ter aulas na quinta, porque, daí, tinha 5 dias. mas 5 dias pouco antecipados. não gostava dos textos das colegas, das críticas. a professora havia advertido. mas era o dia que tinha.

agora, reorganizei para ir às terças.

crush combinou com outra pessoa hoje. não é problema, às vezes, sou eu que não posso. mas, né, não precisava ter sido tão específica. só dizer hoje não posso. essas indelicadezas.

conheci um cubano. que odiou a estada no Brasil. vai embora daqui no dia do meu aniversário. por que escolheu esse dia? porque foi o dia indicado por minha avó, que já morreu. daí o copo d'água na mesa. por isso que te perguntei, se você não ia invocar os mortos, como guias. primeiro, você invoca os teus, depois, eu os meus.

moço, não invoco morto nenhum. aqui, lidamos só com as energias fluidas. se os mortos estiverem presentes, sim, serão invocados.

saí de lá exausta. com vontade de chorar. feliz, satisfeita por ter feito. mas completamente exausta. as outras pessoas saíram normais. uma disse que havia desenvolvido já uma ´casca´. ela disse assim.

vênus está, enfim, em leão. adivinha quem mais tem vênus em leão. bethânia. ora, ora.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

concentração


hoje é dia de preparação para minha iniciação nas artes das cartas. levei o computador para aumentar a memória, que está linda em um tera. melhor do que um computador novo. vou aproveitar para ficar em casa e escrever.

fiquei meio doente, exatamente como um ano atrás, fb acabou de me lembrar. o técnico do computador reparou. não adiantou explicar que estou doente. ele acha que preciso me fortalecer. pensei na mãe ruth.

esta semana foi particularmente intensa, estou tendo dificuldade em separar o que é emocional do hormonal. teoricamente, TPM começa hoje.

tenho tido sonhos perturbadores. os gatos têm feito uma corrente na minha cama todas as noites. exceto por esta. acordei na madrugada, e o gato pequeno estava sozinho, no sofá. chamei, mas não veio.

as cartas estão praticamente todas decoradas. memorizei mais alguns jogos também. muito orgulho de finalizar essa etapa. semana que vem, já estarei pronta para estudar os outros 3 baralhos. muito feliz com esse progresso.

adoro abraçar as pessoas. mas ruim ficar com o perfume delas impregnado.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

tenha calma


"se você for
o que é de vidro quebra no meu coração"

uma vida baseada em interessar-se por alguém, fazer campanha, ir lá conhecer, conseguir a atenção da pessoa e.... perder o interesse.

a vênus entra em leão amanhã, vamos sentir todx juntxs como é ser assim. apaixonar-se e desapaixonar-se. interessar-se por várias pessoas ao mesmo tempo. não conseguir estabelecer o foco. deixar as pessoas decidirem por você. e aí, não querer mais.

por isso que vamos seguir o conselho de mãe ruth, manter a vida organizada, porque toda a força se esvai nas questões emocionais. vamos canalizar sentimento em arte.

enquanto isso, me liga? é lua nova, quero você na minha vida neste ciclo. até quando der. vamos viver isso tudo logo, antes que acabe?

terça-feira, 12 de junho de 2018

amar sem temer



minha declaração do dia das namoradas vai para a desconhecida que me beijou no show do Johnny Hooker, quando tocava essa música. um amigo disse que pensou em filmar o episódio, mas não o fez por não saber o contexto. o contexto era: uma semana pesada emocionalmente, limpando energias remexidas, me emocionando no show, adorando as músicas e ovulando.

a moça desconhecida que me encontrou no domingo, de quem sei quase nada, mas que faz aniversário logo depois do meu, que está em um seminário sobre feminismo porque hoje nada mais é do que uma data comercial. abaixo o patriarcado e o capitalismo.

"já estava te vendo há um tempão, você não parava de chorar, fiquei com vontade de te abraçar." que me reconheceu no domingo, eu distraída, que me beijou mais duas vezes, que anotou o número do telefone, que manda mensagem de bom dia.

bom dia. ótimo dia pra você.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

escorpianas raivosas

não sei quando começou minha fama de destruidora de casamentos. mas, assim, para mim, a história está completamente superada. claro que eu ia te cumprimentar. achei deselegante você sair na hora em que cheguei. foi bem climão. daí, depois, todo lugar pra que eu olhava, lá estava você, meio de rabo de olho. daí chego no banheiro, sozinha na fila, e você para atrás de mim. eu, no teu lugar, se quisesse evitar a pessoa, teria virado as costas e ido embora. mas você parou atrás de mim. nós duas lá paradas. os longos 47 segundos até você responder. "você falou comigo?" "sim, acabei de te dar oi." e uma cabine liberou.

fui fazer as contas. faz 3 meses desde que vi a figura pela última vez. ela ainda me procurou um pouco depois disso, com a desculpa de sempre, de que achava ter esquecido alguma coisa na minha casa. mas eu estava determinada, já havia jogado fora tudo que ela deixou pra trás. até os presentes. só guardei o caderno florido, porque gostei e porque ganhei em um contexto de desculpas, não no contexto do nosso relacionamento.

então, até pelo tempo e por nós todas termos já estabelecido relações novas, entendi que a história estava superada para todas. superada emocionalmente, digo, porque tudo que fiz foi conhecer alguém que estava em um relacionamento aberto. inclusive, foi ela que me procurou. e disse que você estava ciente de tudo.

não tenho culpa se ela quis terminar contigo para ficar comigo. claro que adorei, era isso que eu queria. mas também queria que a história durasse mais. a figura entrou na maior crise de ciúmes com as coisas que você fazia para machucá-la. eu tentei ajudar, mas chegou uma hora em que não consegui mais. a ajudei nos rituais, o da aliança, o da mudança de casa, tudo. até quando estava exausta, depois daquele carnaval cheio de emoções, recebi-a em casa, porque ela não queria dormir só nenhum dia.

daí, dois dias depois, na casa das amigas dela, ainda tive de ouvir que você havia mandado jogarem tarô para, então, descobrir que eu queria separar vocês duas. mas é claro que eu queria isso, desde a primeira noite com ela, que eu achava que seria o início de um casinho, mas que foi o começo de uma paixão louca. ela atrasou umas 2 horas, eu estava super impaciente. era dia das bruxas. era tarde. fui buscá-la na estação de metrô, a maior ventania. uma cena meio de filme. ela cortou meu cabelo. bebemos vinho. aquele mapa todo escorpiônico. ela tirando a roupa ali, na sala. os beijos estalados, escoradas na parede. eu não conseguia dormir, de tão extasiada. não conseguia tirar as mãos dela. eu que nunca gosto de dormir abraçada. me senti tão à vontade. não tinha mais volta.

depois, ela me propondo namorar bilateralmente (vocês duas, de um lado, eu e ela, de outro). como nosso acordo era que eu poderia ficar com quem eu quisesse, fiquei com todo mundo que consegui. o que, no caso, foram 4 pessoas: capricórnio, áries e duas de touro. minha vida nunca foi tão movimentada quanto aqueles meses (e os de agora também, pensando bem). ela tinha crises de ciúmes. além disso, falava da relação de vocês como se estivesse definhando mesmo.

depois de uma de nossas brigas, que, segunda ela, foi influenciada por algo que você falou, sobre eu estar com ela para passar o tempo até encontrar alguém que ficasse só comigo, expliquei que não voltaria mais à situação anterior, que sentia que ela não estava conseguindo equilibrar as duas relações. achei ruim você ter marcado o chá de casa nova na véspera da minha viagem, quando esperava uma noite de despedida. você já havia reclamado que ela tinha passado o fim de semana todo comigo. enfim. decidi que não ia mais passar por isso. avisei a ela que poderíamos manter uma relação casual, mas que só assumiria algo mais sério quando ela estivesse solteira.

nesse dia, ela saiu da minha casa e terminou com você. só soube disso dias depois. e foi assim que começamos a namorar. bem antes de mudar status de facebook e tudo mais. tentamos ser discretas. você reagiu mais quando assumimos em público, o que aconteceu, de minha parte, em reação às mensagens que você me mandou, que me demandaram respirar bem fundo antes de responder. e foi mais ou menos aí que toda a tua crise de ego começou.

e, assim, mesmo depois de tudo que aconteceu, é interessante notar que nós nem brigamos efetivamente. para você ter ideia, as pessoas do meu convívio pessoal nem sabem quem você é. você que saiu em campanha para nos difamar. o que deixou ainda mais explícita a tua posição de moça do coração partido. e eu sinto muito por isso. mas queria pontuar que a culpa não é minha. e que, quando sentir de me cumprimentar, eu vou responder.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

a culpa é do vinho

queimando a largada desde 1976.

cansada, com olheiras, dor nas costas. pintei o cabelo de um azul mais bonito. ficou bom. amém.

lua em áries e brigando com amiga desorientada. tenho andado em movimento de "cair na real". totalmente impaciente. meta: levar todo mundo junto.

não sei como vai ser no domingo. mas já desmarquei o pós-rolê de amanhã. vamos dormir cedo, porque hoje não vai dar. a noite será longa. não sei como vou fazer com a coluna. talvez dê uma volta de bicicleta depois do trabalho, para "alongar". cheia de programas para o fim-de-semana, mas morta de cansada e sem conseguir dormir.

ai, ascendente em capricórnio.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

not your dog (9 de espadas)



a noite foi de terror noturno. muitos comprimidos para dormir. quase 8 da manhã e sentia dor no corpo todo. aprendi que firmar os bandas protege um pouco a coluna quando o professor de yoga força as posições. fiquei exausta na aula, quase não consegui terminar a série. o bom é que consegui meditar sem esforço. cheguei em casa leve. o sono, porém, não acompanhou.

atrasei-me para a reunião sobre doenças. as pessoas gostam de tirar sarro de mim quando descobrem coisas ruins sobre gatos, tipo, que são transmissores. daí, preciso lembrá-las que nós, humanos, também somos.

passei na padaria favorita para comprar lanches, para receber azamiga mais tarde. qual não foi minha surpresa em deparar com essa mulher por quem tenho andado interessada. a primeira vez em que a vi foi no Seu Estrelo. a segunda, em um bar, uns 2 meses atrás. a 3a esses dias, em um café que acabou de abrir na minha quadra. e hoje. ela perguntou meu nome e anotou corretamente, sem pedir para soletrar. ou seja. me conhece. para ser justa, fb já me sugeriu sermos amigas. acho que sei o nome dela (na hora, fiquei tímida de perguntar.. fiquei falando das músicas, ela me indicou a playlist.. chama-se Sol... nesse momento, tocava Cucurrucucu Paloma, que é uma de minhas favoritas no mundo, na voz de Caetano, que é, né, um de meus leoninos favoritos.. ela repetiu meu nome na despedida.. pensei em perguntar o nome dela nessa hora, mas fiquei com receio de estar me atirando em cima dela.. o que poderia ser um problema, considerando a vibe virginiana dela - que adoro, por sinal).

desbloqueei o capítulo do livro. quando vi, já estava escrito. foi tanta emoção. ainda precisa de alguns ajustes, mas está quase pronto.

os óculos chegaram. estou animada para voltar a ler livros.

conversei com o amigo da santeria. e lembrei uma das razões que me tem afastado do candomblé. mesmo com o chamado. mesmo com tudo que a mãe falou. de que alguém da minha família provavelmente frequenta ou já frequentou, que não começaria na base da hierarquia (não que isso me incomodasse). não é tanto pelos banhos, velas, roupas, comidas, preceitos. além da dedicação de frequência, há a questão do recolhimento de 21 dias, para fazer a cabeça. sinceramente, acho que eu ia era perder a minha. deve ser lindo, um processo de iluminação. mas não sei se dou conta. não neste momento, pelo menos. mas, quem sabe a santeria.

tenho andado com receio de mexer com essas coisas depois de todas as confusões envolvendo os boatos sobre minhas supostas bruxarias. me sinto super poderosa quando me imputam esses atos. mas, gente, às vezes, as coisas que queremos acontecem mesmo. não precisa acender vela, não. poderíamos chamar de acaso, mas também não é bem assim. o pensamento, a intenção têm força. os ritos são importantes para moldar essas energias, para evitar os desperdícios. mas elas existem, estão aí soltinhas, para quem quiser usar. repare.

e, voltando ao assunto taurinas, lembrei uma história truncada recente. a gente não teve nada, na verdade. mas foi assim. um match em um aplicativo. estava de férias, as amigas não queriam sair. chovia. passei a noite de sexta em casa. passamos horas trocando mensagens. ela era religiosa, budista. já havia captado todo o meu interesse. acreditava em carma e nessas coisas todas. combinamos de nos ver no dia seguinte. depois, ela ia viajar, por uns 10 dias, com a família. daí, voltaria, para, logo depois, viajar no carnaval. umas horas depois dessa conversa, perguntou se eu ia esperar por ela. achei graça. respondi que a gente precisava se conhecer primeiro.

ela chegou na hora. eu adoro gente pontual. disse que não havia comido nada durante o dia, de ansiedade para me ver. eu achei fofo. a conversa fluiu igual havia fluído no dia anterior. ela me comprou uma rosa. pode ser cafona, mas eu gostei. viemos para minha casa. eu a achei meio intensa. ela disse que é porque é filha de exu. foi embora de manhã. viajou e me mandava mensagens engraçadas. tipo ´saudades de fazer amor com você´. achei engraçadas porque, né, exu. mas respondi. ela vinha mais forte nos finais de semana (quando eu estava ocupada, com outras pessoas). um dia, ainda durante essa viagem, me disse que não ia dar mais, porque eu demorava 2 dias para responder as mensagens dela. o que nem era verdade. argumentei. ela assentiu. passaram-se os 10 dias, perguntei se ela já estava de volta. disse que estava no Uber para casa e que não conseguia sentir raiva de mim. não entendi. ela não explicou.

viajei de férias. ela começou a curtir e comentar as fotos. disse que estava indo para São Paulo também. dispus-me a dar dicas de lugares para conhecer. ela me bloqueou em todas as redes. fim.

só queria contar essa história agora porque acho importante.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

isso é mais do que indecisão

vamos deixar tudo registrado aqui, para me ajudar a processar melhor e para que eu releia de tempos em tempos, para não esquecer.

nossa história começou quando te vi naquele bar. já tinha te visto outras vezes, mas me interessei naquele momento, naquela "abertura cósmica", como você diria. um mês depois, demos match no aplicativo. nesse momento, já sabia que alguma coisa ia rolar. você demorou uma semana para passar teu telefone, cheguei a achar que você fosse canceriana, lembra? (não que seja tempo demais, era só que eu já sabia que a história ia se desenvolver). falou de uma mulher que a gente tinha tido em comum (parece que você ficava com ela antes de eu a conhecer e, depois, ficou com ela outra vez - e, acrescentando um capítulo que talvez seja novo pra você, ainda fiquei com ela de novo. inclusive, precisei mencionar a história. ela realmente não ficou com uma boa impressão tua. falou as coisas meio por alto, mas parece que você foi a primeira mulher dela, e eu, a segunda. ela disse que foi bom me conhecer naquela época, que ajudei a curá-la ou algo assim).

você vinha toda toda pelas mensagens. eu estava adorando, adoro gente direta e que diz o que quer. só que, por alguma razão, você não marcava o encontro. minhas amigas diziam que você devia ter problemas sérios de autoestima, que talvez se sentisse intimidada por mim. eu tentava, então, fazer o jogo e esperar o teu tempo. um dia, já era tarde, você me convidou para ir a tua casa (e quase mudou de ideia várias vezes). a gente trocou uns beijos. você disse que não queria transar, que queria ir com calma, mas me levou pra tua cama.

o segundo encontro foi um outro processo. até conseguirmos marcar um jantar na minha casa. você quase mudou de ideia outra vez. eu já estava irritada, tinha passado o dia cozinhando. já estava quase desistindo, me arrumando para o carnaval, e tocou a campainha. apesar desse início, essa noite foi boa. não consigo lembrar se você dormiu aqui ou não. acho que não.

depois, você disse que era melhor sermos só amigas, que achava que a gente não tinha a ver. daí, no mesmo dia, nos encontramos no bloquinho, no meio da multidão, imagina, vários blocos concomitantes e nós nos esbarrando. trocamos uns beijos, e você disse que ia voltar para os teus amigos. fui pra casa. pouco depois, você disse que queria me ver. você foi a minha casa. foi bom. você foi embora.

no dia seguinte, a mesma ladainha: acho que não dá, vamos ser amigas. de noite, a mesma coincidência: nos encontramos em um dos milhões de blocos, no meio da multidão. quais eram as chances? sério mesmo, faça a conta. mas, dessa vez, eu não quis. porque foi demais ouvir dois dias seguidos que você não estava a fim.

um ou dois dias depois, você me procurou. mandou alguma bobagem de internet. que foi solenemente ignorada. depois, veio perguntar se não podíamos ser amigas. eu disse que tudo bem, que só não havia respondido à mensagem porque não tinha texto.

um tempo depois, esbarrei na minha ex na rua, numa dessas coincidências, tipo as nossas do carnaval (se ela ainda ler isto daqui, vai ficar sabendo agora e terá a primeira coisa *real* que poderia usar contra mim). retomamos o relacionamento. uns dias depois, claro, você apareceu. começou toda a ladainha. eu disse que não queria voltar àquele padrão, que, inclusive, estava com outra pessoa. você perguntou o que eu queria. te disse como estava me sentindo, que estava apaixonada, que queria namorar você. você me mandou aquela música da Bethânia, que falava sobre essas questões, como se em homenagem aos meus sentimentos (e não aos teus, como você tentou insinuar outro dia - inclusive, só soube agora que você se sentia da mesma forma [?] que eu). isso foi uma sexta. daí você desapareceu. na segunda-feira, você mandou uma mensagem aceitando a minha proposta. mas disse que a gente não podia se encontrar naquele dia, que estava ocupada, mas que me avisava quando pudesse.

esperei na maior paciência. o dia foi quinta-feira, às 10 da noite. estava voltando da rua quando você me procurou. passei na tua casa, que era próxima à minha. você havia voltado atrás, tinha dúvidas. entreguei teu presente de aniversário. trocamos alguns beijos. na hora de se despedir, você encheu meu rosto de beijos. exatamente como você fez no domingo.

depois disso, percebi que não podia mais ficar no relacionamento em que estava. ela já estava irritada porque eu não mudava o status no facebook. coisa que eu nunca teria aceitado no lugar dela. (se você estiver lendo isto aqui, me perdoe.)

e aí nós duas conversamos, você disse que não dava. e foi isso.

passou um mês, mais ou menos, veio a lua cheia e você. a mesma ladainha. ficamos de nos encontrar. mas você nunca marcava. daí se mudou. sempre muito ocupada. no auge da minha irritação, estipulei, na minha cabeça, um prazo de 9 dias. e você sumiu. te bloqueei em todas as redes.

passaram-se alguns meses. resolvi a história comigo mesma e te desbloqueei. no dia seguinte, estava saindo para encontrar uma mulher nova (era sábado, à noite), e você manda mensagem. respondi educadamente.

chegou dezembro. estava namorando outra pessoa já, e você apareceu explicando-se e dizendo que, naquela época, havia me dado tudo que você tinha. achei super bonito. foi uma conversa bonita.

dias depois, estava viajando e havia brigado com essa namorada. você apareceu, mandou música da Bethânia, ficou pirando em alguma foto que eu havia postado e, junto disso, né, a ladainha. eu disse que poderíamos ter um lance outra vez, se você quisesse, mas que não ia passar mais por toda a coisa virtual, que parecia mais um relacionamento à distância (só que entre pessoas que moram na mesma cidade - inclusive, no começo, éramos, praticamente, vizinhas).

voltei de viagem, te mandei mensagem, e você.. sumiu.

meses depois, me chamou para ir à Chapada. eu disse que podia em finais de semana, mas você queria só se fosse no meio da semana.

depois, machuquei as mãos. você viu a foto nas redes e veio oferecer ajuda. eu disse que precisava de ajuda para lavar a louça. você me sugeriu usar luvas de borracha.

depois, veio avisar que estavam vendendo ingressos para o show da Bethânia. perguntei se era um convite. não era.

dois meses depois, fui ao show com um amigo. você me viu (eu não te vi). você mandou mensagem. começou a ladainha. a gente marcou de se encontrar. era para ter sido almoço. você passou o dia enrolando. eu já estava irritada. na verdade, lá pras 16h, já havia desistido. combinei de ir encontrar a crush-atleta. daí, tipo, no mesmo segundo, você apareceu e marcou. precisei reorganizar a agenda. foi por isso que me atrasei.

comprei uma latinha de cerveja para tomar no caminho, para não chegar tão irritada. você perguntou se eu tinha bebido. tinha bebido essa latinha. eu não estava bêbada. estava irritada. com essa situação toda. com você não saindo do celular. com você indo catar uma flor pra dar pra novata do teu centro que estava no bar. fiquei tentando ser empática, imaginando que você estivesse com ciúmes. da moça que me abraçou por trás naquela hora, da mulher da outra mesa com quem eu já tinha ficado (e que achava que tinha sido a figura lá do ano passado, por quem me interessei depois de você).

mas, olha, neste momento, não estou mais conseguindo me colocar no teu lugar. depois de tudo isso, vir me dizer para sermos amigas. meu bem, você não consegue ser minha amiga. eu não sei o que rola direito. eu me sinto, sim, atraída por você. ter te visto naquele dia reavivou meus sentimentos. mas não consigo lidar com você me querer às vezes sim, às vezes não. alguns dias atrás, você veio dizer que concordava com minha percepção de que temos uma coisa cármica, uma coisa meio inevitável. rola esse magnetismo.

veja bem, não estou aqui te pedindo em casamento. só quero que você decida se você quer ficar na minha vida ou sair. porque esse meio termo não vai rolar mais. você precisa amadurecer. é por isso que sempre digo que sair com mulheres mais velhas não resolve essas questões. outro dia, foi a crush-poeta ligando e mandando mensagens de madrugada e, depois, dizendo que eu a inspiro a ser tão impulsiva. como se a responsabilidade fosse minha. mulheres "maduras" adolescentes. vocês duas.

e, assim, na prática, mesmo depois de tudo que você vinha falando sobre responsabilidade afetiva, percebi você não mudou nada. sério mesmo. mas eu, sim.

terça-feira, 5 de junho de 2018

6 de copas


remexemos em todos esses sentimentos. o dia ontem foi de convulsão emocional. reli algumas coisas do passado, revivi a última semana. amanhã, a lua míngua.

ontem, na yoga, o professor falava que não é importante ser eficiente, fazer bem. só importa ser feliz.

resolvi fazer uma força-tarefa para organizar minhas anotações de tarô. a meta é resumir a papelada toda em 4 páginas. o evento será daqui a 2 semanas. tenho respeito demais pelas ferramentas para usá-las sem estudar. acho um sacrilégio e um menosprezo ao trabalho alheio. se vou usar, vou aprender antes. confio na minha intuição, sim. mas não vou usar as cartas se elas não forem o veículo. e, se elas forem, vou aprender a dirigir. isso me dá segurança e me faz feliz.

falamos sobre as bruxarias. não considero que a gente só seja as coisas. a gente precisa agir, fazer. eu não faço. não sei se por rebeldia, por descrença. definitivamente, ateia não sou. percebo as coisas que acontecem e entendo meu poder pessoal. mas, não dá, não vou seguir ritos que não fazem sentido. não fazem. o que faz sentido pra mim é chegar na casa da amiga-bruxa, a gente se abraçar e ela enfiar um raminho de arruda no meu cabelo e eu acordar feliz e em paz. é ir tomar banho no lago ou em uma cachoeira e chorar até secar. é ressuscitar a lavanda indo contra as indicações do floricultor. é meditar e reverenciar o sagrado sem precisar seguir determinados ritos. é me relacionar com as cartas sem precisar limpá-las com fumaça. é fazer meu altar em cima do roteador. dá certo. pode testar.

ontem, o moço da santeria me procurou. perguntou se tenho ido ao ilê (provavelmente, ele sabe que não). não tenho, mas você pode me levar. a vizinha do txai também pergunta. as pessoas perguntam. eu não sei. estou confusa.

estava mexendo em coisas antigas e percebi que o capítulo do livro no qual travei baseia-se na Temperança. ora, ora. essa carta com a qual tenho dificuldades.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

meus amores escorpiônicos

aqui estou eu editando as últimas postagens. autocensura mesmo. é bom saber que as pessoas leem, mas é ruim saber que elas podem se magoar com as coisas. então, melhor precaver.

eu gosto de você. tenho gostado das coisas que você tem dito. quero que sejam verdade.

mas, é isso. eu gosto das nossas conversas. amo os silêncios. acho que não consigo tê-los com mais ninguém. eu gosto da forma como me olha. eu adoro os seus olhos. e o cabelo. e todo o resto.

temperos


ontem, ouvi que estou mais "temperada". a pessoa quis dizer equilibrada, mas gostei da polissemia.

touro, bom, é o signo mais cármico pra mim. primeiro, porque minha mãe. segundo, pelas experiências passadas. principalmente a de touro com ascendente em áries (igual, né, minha mãe). nove meses de muito melodrama. estava apaixonadésima, como sempre. depois de uma dessas brigas, nos reencontramos e me declarei pra ela. falei tudo, disse que a amava. ela ficou apavorada. sumiu uma semana. daí bateu na minha porta e disse que me amava também. mas não podíamos namorar, ela ia embora. era sensato, mas um golpe no coração. e ela foi mesmo. passou um ano fora.

quando voltou, eu estava com outra pessoa. cheguei a procurá-la quando fiquei solteira. ela disse que não queria passar por toda aquela dor de novo. e eu pensando que a gente ainda fosse se acertar. hoje, passa reto, nem sequer cumprimenta. a última vez foi no Carnaval. decidi respeitar e fingir que não conheço. acho triste.

domingo, 3 de junho de 2018

encruzilhadas


estava tocando esta música na rádio, quando saí de casa.

sempre odiei metalinguagem. mas adoro saber que pessoas leem isto daqui. quando descubro, começo a conversar com elas. mas só por um tempo. porque, depois, esqueço.

e gostei. das conversas de limpeza energética. dos beijos pela metade, na ´encruzilhada´. das histórias todas. mesmo você falando da tua ex. e eu evitando o assunto. depois (muito depois) percebi que a moça ao lado não era quem eu pensava. nós tivemos um lance, mas não era quem eu achava que era. só percebi bem depois. você estava no banheiro. ela me viu, sim. mas não gosta de falar comigo.

domingo, 27 de maio de 2018

metódica


passei a semana exausta, resolvendo coisas da vida, fazendo atividades físicas, cozinhando, coisas assim. o grande momento foi a ida ao oftalmo, que prescreveu óculos de leitura. quase chorei de emoção quando me colocou as lentes nos olhos. foi mágico enxergar as letras pequenas. fui à loja de umas conhecidas e escolhi a armação. está lá para porem as lentes, mas guardei a foto dela em mim. toda vez que estou triste, olho a foto.

meu ascendente em capricórnio não me tem permitido usar o carro, com o caos que está para abastecer. por sorte, havia enchido o tanque um dia antes da confusão e, desde então, tenho evitado dirigir até lugares muito longes. esta semana, vou testar os transportes públicos e a bicicleta até o trabalho. tenho calafrios de me imaginar horas numa fila para comprar combustível (ou para qualquer outra coisa).

na sexta, foi aniversário da chefe. ia fazer outra coisa, mas passei lá. acabei ficando. enchi a cara. adoro as colegas de trabalho. é muito divertido estar com elas, mas só fora da repartição.

outro dia, crush disse que me acha metódica. acha minha casa muito organizada. tenho refletido sobre isso, mas talvez ela tenha razão, principalmente depois da reorganização dos últimos meses.

ontem, fui vê-la. tinha passado o dia meio doente, meio de ressaca. bebemos vinho, comemos pipoca, ouvimos músicas. ela foi me mostrar algo no celular, e apareceu a foto de alguém. não posso dizer que me irritei, penso só que brochei mesmo. sabe, estou cansada de confusões. fazia uma semana que a gente não se via. ela havia arrumado a casa. eu tinha me maquiado e atravessado a cidade para encontrá-la. mas também não saí de qualquer jeito. expliquei que estava desconfortável, que voltava outro dia. ela achou que foi nossa despedida. pude ver pela forma como ela me olhou entrar no carro. eu volto, moça. é só que hoje não dá pra mim, não assim.

vantagens de estar na casa de outra pessoa. quantas vezes não quis que alguém aqui em casa fosse embora, e a boa educação (+ fala de assertividade ou por compreensão das dificuldades de transporte) não me permitiu expressar.

senti falta da crush-poeta. mas não tenho coragem de telefonar, depois do ´sumiço´ de 2 semanas. que seria meu e dela, mas, né, ela sempre pode usar aquele argumento de que a última mensagem foi dela. o bom da crush-atleta é que ela não segue essas convenções (e, para o bem e para o mal, nenhuma outra, na verdade).

voltei para casa e dormi 12 horas. perdi a sessão de cinema aqui do lado de casa. arrumei as coisas, cozinhei. pus os torrents em dia. atualizei a lista dos filmes de Cannes, para baixar. foi dia bom, calmo. mas com vontade de procurar a poeta. e com receio meio de ser rejeitada, meio de ela vir muito forte outra vez. pareço ter o dom de fazer as pessoas que não me interessam muito apaixonarem-se por mim.

retoquei a tintura do cabelo. a cor não ficou boa. estou animada para o feriadão. vou organizar fotos e os arquivos do computador.

não estou emocionalmente indisponível, não é isso. é só que sinto sua falta. custa me telefonar? pode mandar mensagem também. apareça. estou te esperando.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

um pouco gótica


nada como TPM logo na segunda-feira. parece que, quando temos uma nuvem negra na cabeça, o dia acompanha. acordei feliz de um sonho erótico, tomei café, voltei para o quarto, e lá estava a cama mijada. não sei o que deu na gata para fazer isso. a última vez foi quarta passada, pensei que por haver esquecido de completar o pote de ração antes de dormir (porque estava vazio de manhã e porque a noite de terça foi animada). o de hoje não teve motivo, nada que eu consiga identificar, pelo menos. o peculiar é que o gato fica todo feliz depois da traquinagem. chega a ser engraçado.

2 dos 3 elevadores do trabalho estavam quebrados. dei a volta, usei o de serviço e encontrei uma brigadista que havia esperado uns bons minutos comigo na portaria principal "você ainda está aqui? eu já subi e já voltei". obrigada, moça.

fui convocada para uma reunião delícia de 2 (dois) dias, sobre uma doença de que nunca ouvi falar, que acomete humanos e gatos. curiosíssima para saber as medidas ambientais a ser tomadas.

o fim de semana foi até bom. consegui ir a três aniversários: um no bar, um no apartamento, outro em uma casa. até tomei banho de piscina, que era aquecida, e conheci o lendário quarto da Xena. mas me esbaldei mesmo foi com a meia dúzia de gatos da casa.

o do apartamento foi um queijos e vinhos, com comida deliciosa, vinhos ruins e mulheres bobas. como me dá falta de paciência. fui obrigada a assistir a vídeos entediantes de Leona Assassina. realmente não entendo essa cultura de internet. mas gostei da homenagem que recebi logo ao chegar, quando puseram G431 para mim.

também, fiz curso de automaquiagem com a amiga, em um apartamento ao lado da minha casa, mas luxuosíssimo. fiquei chocada com tanto bom gosto gótico.

a noite de sexta também foi mais do que o aniversário, indo encontrar a crush e as amigas queridas dela. não sei nada sobre você. ninguém sabe, amor.

é bom dormir com ela. mas não sei se estou pronta para namorar. às vezes, acho as coisas rápidas demais. sabe, preciso de tempo para desenvolver os sentimentos. mas, daí, fico nervosa, porque as mulheres perdem a paciência, acham que estou fazendo jogos, daí acabo me obrigando a ir encontrá-las em frequência maior do que gostaria, me irrito, e as coisas fogem do controle. foi assim com a última, que resolveu ir no evento em que fui trabalhar. mas, também, entendo que deve ser difícil para a outra pessoa entender que quero só de vez em quando. é chato para mim também. mas, vamos tentar não estragar esta. vamos com calma. por favor, tenha paciência comigo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

desobediência



você atravessa meia cidade em plena terça-feira para ir encontrar alguém? sim, e levo vinho e lanches. e elogio o dever de casa do filho, por quem estou desenvolvendo um afeto quase inexplicável para alguém sem muita empatia por crianças.

o fim de semana foi ótimo. a noite de sexta terminou no sábado à tarde. daí, participei desse festival chamado Bruxaria, com bandas de mulheres e feira de.. bruxarias. hehe

no domingo, fui conhecer um restaurante argentino e assisti a Disobedience, esse filme lindo em que Rachel Weisz e Rachel MacAdams fazem par romântico. a cena mais bizarra (e interessante) foi a do sexo, quando uma cuspiu na boca da outra. confesso que isso nunca experimentei. não assim tão literal.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

questões do sono

achei que isso nunca mais fosse acontecer (desde aquele término traumático de 2 anos atrás, quando passei 3 dias sem dormir e baixei no pronto-socorro implorando por remédios), mas passei uma noite inteira insone. quase inteira, devo ter cochilado umas duas horas. os remédios haviam acabado. na última vez em que forcei o sono assim, fui dormir às 2h da manhã, mas dormi.

não foi esse o caso de quarta-feira. daí, me preparei para uma quinta horrenda e, para minha surpresa, o dia foi razoavelmente bom e produtivo. meu humor nem ficou tão ruim. consegui trabalhar, resolver coisas na rua, fui ao pilates e ainda fui encontrar uma amiga em um café. lá, esbarrei no meu primeiro amor. ela continua linda, só que, agora, com cabelos bem compridos. ficamos de sair um dia desses.

essa noite foi dormida sem remédios, mesmo com a ansiedade, que voltou desde a semana passada. dormi 11 horas seguidas. fiquei emocionada.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

escuta ativa (me liga de novo?)

e a crise da semana é.... rsrsrs

a terapeuta diz que pessoas tímidas chegam em uma roda e já falam o que é esperado delas, "para se livrar". daí, dão-se o direito de ficar quietas depois.

eu sou o contrário. se não tenho intimidade com a pessoa ou o grupo, eu fico quieta. observo. presto atenção no vocabulário, para saber que palavras usar para comunicar-me. tento compreender as dinâmicas. no geral, percebo que as pessoas disputam espaços para falar. se não conheço a pessoa muito bem, nem tenho vontade de compartilhar pensamentos. o que não significa que não esteja interessada no que ela tenha a dizer. aliás, esse é exatamente o foco, saber o que a pessoa pensa, porque o que penso eu já sei. rsrs

tenho ouvido muito que sou quieta. mas não sou quieta com os amigos próximos. e, até então, nunca me havia entendido como uma pessoa tímida. inclusive, costumo ser quem toma as iniciativas (para amizades também).

ou será que sou uma pessoa "tímida com atitude"? hehe

não sei. vamos observar.

no meio tempo, responda minhas mensagens. obrigada, de nada.

terça-feira, 8 de maio de 2018

artes, ensino religioso e química

eu amo gente que telefona. gente que fala o que está sentindo. eu adoro o teu jeito espontâneo. adoro que você fale sobre tudo. adoro ouvir sobre as tuas artes. quero ler teus poemas.

não queria que você tivesse alergia aos gatos. vou lavar a roupa de cama toda vez em que você vier.

hoje, me lembrei da primeira coisa que falei depois daquele primeiro beijo. eu falei do teu signo. haha eu adoro esse signo. acho que te falei. eu tento fugir, mas não consigo. eu gosto de tudo.

nossas roupas e cabelos empoeirados. a roupa no chão batizada pela gata.

eu adoro que você seja desinibida. eu amei os convites. já aceitei todos.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

nossos filhos


poderia dizer que a missão é não apaixonar-me, mas sabemos que isso não é possível. passei a noite imaginando como seriam nossos filhos. haha sei que não pareceu assim, de manhã. penso que talvez tenha ficado meio assustada. não que você tenha feito algo errado, pelo contrário, fui eu que não soube lidar com a situação toda mesmo. acho que senti um medinho de você ter escutado meus pensamentos. não queria que tivesse sido tão estranho. eu só não sabia o que fazer mesmo. acho que podemos ir mais devagar. quer dizer, não sei se isso é possível neste ponto. uma amiga diz que intimidade é algo em que não se pode retroceder. acho que me senti como esses homens com medo de compromisso. não que eu tenha esse receio. mas gostaria de que a gente se conhecesse melhor primeiro. minha tentativa de não reincidir nos mesmos erros do passado.

e claro que os acontecimentos têm corroborado o prognóstico do ano de libra. estou tentando fazer malabarismo para equilibrar as três. não que tenha a intenção de manter todas. quero só deixar as histórias desenvolverem-se primeiro, com calma. custaram-me vários anos para entender minha natureza monogâmica. inclusive, acho que estou apaixonada só por uma. o que não me impede de me interessar pelas outras duas. mas, vamos ver. vamos com calma.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

poliana

esta lua cheia (em escorpião..) tem sido a mais desafiadora.. aconteceram várias coisas para as quais estou tentando encontrar um significado positivo..

ontem, por exemplo, parada no sinal, em uma via movimentada, perto do trabalho, um homem pediu dinheiro.. eu não tinha nada para dar.. no trajeto até o carro seguinte, ele tentou abrir minha porta traseira.. demorei para entender.. primeiro, achei que ele havia batido na lataria.. daí, então, dei-me conta de que isso, inclusive, já havia acontecido antes.. fiquei um pouco assustada, mas acabei vendo o lado bom de a porta ter estado trancada e nada ter acontecido.. kkk

no mês passado, retomei as aulas de yoga, no mesmo curso que fiz há uns 10 anos.. como ia viajar e haveria alguns feriados, paguei pelas aulas avulsas.. nesta semana, começando o mês novo, fui falar com o professor, e ele disse que achava que não havia mais vagas.. entendi isso como a oportunidade de ir fazer yoga em um lugar novo..

a oficina de tarô, que aconteceria durante todo o sábado, foi desmarcada.. interpretei como oportunidade de fazer outra coisa nesse dia.. e, também, um impulso para retomar meus estudos por conta própria

pronto. consegui falar das frustrações sem escrever um tratado de sofrência. agora, só falta retomar o livro. tenhamos fé.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

voltei

a volta ao trabalho é dia de ler toooodos os e-mails acumulados, resolver pendências, falar oi para todo mundo e lidar com o sono de voltar a acordar cedo. mesmo nos dias em que não fazia nada de mais à noite e me deitava cedo, não dormia antes das 2h da manhã. cheguei ao ponto de, algumas vezes, deitar para dormir às 22h e acordar às 2h bem plena. haha daí tomava banho, fazia todo o ritual de cremes, vestia o pijama para só conseguir dormir umas 4h. em resumo, estava acordando ao meio-dia. o que era ruim. era bom para aproveitar as noites, quando havia algo para fazer, mas, no geral, sentia-me desperdiçando os dias.

no último, fiquei bem em dúvida se saía ou se aproveitava a casa. acabei ficando. fiz a unha, andei de bicicleta, testei nova receita e tomei uma das cervejas chics que andei comprando esses dias. ouvi música, arrumei prateleiras, organizei arquivos do computador, fiz as contas, joguei tarô. à noite, tentei ir ao teatro (a peça era sobre Bukowski), mas lotou, então fui dar uma volta na quermesse da igrejinha perto de casa. encontrei um amigo. voltei, tomei um longo banho de banheira, vesti o pijama e assisti a um filme. posso considerar esse dia um bom resumo das férias, exceto pela parte da viagem. reencontrei amigas que não via há anos, conheci alguns restaurantes e bares novos, comprei roupas. voltei um pouco mal acostumada pelo tanto que o atendimento comercial é bom em são paulo (na mesma proporção em que o trânsito é ruim). daí você vai a um restaurante aqui e só passa raiva, porque elevou a padrão. é impressionante como a gente se acostuma com o que é bom em tão pouco tempo.

mas não estou me queixando. já estava sentindo falta da rotina e de ter uma razão para acordar cedo e aproveitar o dia. não posso dizer que estou aproveitando muito (hehe), mas estar de pé já é um começo.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

vamos


te esperei por 7 meses. sete. desde aquela noite em que você se escorou no carro, ao meu lado. não ia acontecer naquela noite. aliás, fiquei super loka naquele dia. tive de ir embora cedo. e, depois, não dava. 

precisou de mais dois matches, em dois aplicativos diferentes, em momentos diferentes. precisou de eu curtir tudo que você postava em qualquer rede social. haha precisou de várias mensagens cheias de subentendidos. minha amiga desmarcando o rolê ao qual eu tava indo só pra te ver. precisou de o mercúrio sair do movimento retrógrado e de uma lua nova. mas veio. 

eu tava tentando. não sei se dava para perceber. só faltou ir aí te buscar. 

mas taí. se você queria escrito, tá escrito. vamos. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

eu te amo, volta logo


mudei a passagem por causa desse show, para o qual a amiga conseguiu ingressos.

tudo que tinha de tédio antes transformou-se nesse bolo de emoções. não paro de chorar. recebi uma declaração linda ontem, que não paro de reler. estou cheia de novas atribuições no trabalho. brotaram duas mulheres novas.

comecei a reviver o passado, com essas pessoas que encontrarei na semana que vem.

paixão é algo muito bom. mas amor e a despedida dele são aquela dorzinha aguda, calma e silenciosa. bem fininha. aquele abraço de não sei quando nos veremos novamente, mas sentirei tua falta a cada semana em que não nos virmos, como nos víamos sempre.

vamos cuidar das plantas. vamos mantê-las vivas. o porteiro escorpiano já deu dicas de como manter o capim cidreira. vamos manter vivo. amor não se mata assim.

acho que consigo voltar a escrever o livro esta semana. vamos chafurdar nesse amor.

sábado, 7 de abril de 2018

Rumi

então vamos aproveitar a lua em capricórnio e fazer atualizações de ordem prática. para alimentar as fofocas, combustível de nossa sociedade.

estou passando por um bloqueio criativo, sim. cheguei a expressar que sinto tédio, mas essa amiga diz que isso é apenas paz. pense em uma pessoa movida por fogo, mas com uma vida tranquila. a terapeuta diz que é bom, e é mesmo, mas é difícil pra mim. meu padrão: muito animada ou muito entediada. é difícil estar desapaixonada. há coisas acontecendo, sim, mas não sinto muita emoção. vou lá e tal, mas não vem aquele tesão, sabe?

agora, estou desenvolvendo amizade com um ex-caso. acho que isso deve ser um bom sinal, ficar amiga das ex. outro dia, uma pessoa que nem conheço falou para uma amiga que admira pessoas que ficam amigas de ex e citou meu nome. deve querer dizer alguma coisa terminar uma relação romântica, e a pessoa querer te manter na vida dela. para mim, pelo menos, diz que tendo a escolher bem namoradas e casinhos.

hoje, foi a primeira vez que nos encontramos ´sem segundas intenções´. conheci um lugar que sempre quis conhecer.

também, comprei um quadro de uma artista local que admiro. até então, só havia comprado um para dar para uma namorada. passei esses anos todos pensando que gostaria de ter um quadro dela pra mim. daí, hoje, ela faz uma promoção de aquarelas originais. a imagem combinou com meu quarto. foi meio irresistível.

voltei a fazer yoga, depois de 10 anos. o professor ainda lembrava de mim. quase morri na aula, não lembrava mais as posturas, mas fui convencida a voltar pelo abraço que ganhei no final. na quinta, último dia de tpm, chorei lembrando-me disso e lendo uma mensagem bonita de uma amiga.

a ansiedade passou. durmo todas as noites. às vezes, nem acredito. duas semanas sem nenhum tipo de remédio.

voltei a cozinhar. estou terminando de reorganizar a casa. hoje, mudei móveis de lugar. sinto como se tivesse acabado de me mudar. talvez porque, de certa forma, tenha mesmo.

enjoei de Heineken. rsrs acho que essa deve ser a notícia mais surpreendente, especialmente considerando o grupo de whatsapp com duas amigas com o título da cerveja favorita dos últimos tempos. tenho bebido IPA. que é bem mais cara, mas que acabo bebendo menos.

esta semana, arrumei uma companhia para ir ao teatro, que é uma das coisas de que mais gosto. tive uma namorada que compartilhava esse apreço - que foi objeto de uma das dores bem doídas de nosso término. talvez ela esteja dando em cima de mim (a companhia nova). mas, como é libriana, a gente nunca sabe.

estou com um projeto novo para o próximo mês, quando voltar de férias. já anunciei no jantar de umas amigas ontem - acho que uma delas se interessou em participar. estou animada. normalmente, nesses momentos de inflexão, surgem essas ideias. vi em um filme esses dias que as feridas são portas de entrada para a luz. cicatrizes estão formando-se nas mãos. no coração, ainda não. que venha a luz.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

I don't give a fuck what you think anymore anyway


você muito raramente vai ver-me falando mal de uma mulher. ainda que se trate de uma ex. ainda que da última.

outra coisa muito rara será me ouvir falando da aparência de alguém. ainda que ela me pergunte. o que você acha desta roupa? eu acho essa ótima se você tiver gostado dela. da roupa, da maquiagem, do cabelo, do sapato, do que for.

por mais que ninguém siga essa regra. as pessoas são cheias de opinião. até escuto. mas eu falar é uma coisa bem difícil de acontecer. gosto de imaginar que a pessoa esteja à vontade. vestindo o que ela quiser. fazendo a besteira que ela quiser com o cabelo (se não gosto, guardo para mim). usando a maquiagem mais bizarra do mundo. eu realmente não seria a pessoa a constrangê-la. se há uma coisa na qual a gente manda é o nosso corpo.

sobre as atitudes, até podemos falar, sim. mas o corpo, minha amiga, ele é todo teu. não vai ser amiga, namorada, nem ninguém que vai te dizer como se expressar fisicamente no mundo.

´You can tell yourself you're the one who tried
You can tell your friends how many times i made you cry
You can tell anyone anything you want
But if you're gonna talk about how i deserved what you did
You can look now cause i'm gone
I'm gone
I might be a lot of things
And yeah it's right i'm not always truthful
But it's a matter of fact that i'm happy being me
And i don't wanna be you
It's not good enough
Anything i say
I don't give a fuck what you think anymore anyway
Things you've said are taking their fucking toll
Eroded my confidence and almost took my soul
And while you list all the reasons
Why i deserve what i get
You'll have to watch me as i go
Here i go´

segunda-feira, 26 de março de 2018

rehab


devia estar escrevendo o livro, mas não sei se escolhi o tema errado (porque não está fluindo) ou se sou eu que só estou a fim de escrever bobagens. hihi

aqui estou, comprando passagens aéreas, ouvindo música e reorganizando a casa. estou com planta nova e muito animada.

faz 3 dias que não tomo mais remédios para dormir. tem sido mágico. ontem, confesso que senti frio na barriga, porque teria de acordar cedo para trabalhar. para minha surpresa, consegui dormir à 1h da manhã e acordei às 8h, naturalmente. e não passei o dia com sono. foi bem incrível.

o fim de semana aconteceu quase todo na cama. saí de casa para ir ao evento Entreolhares e para a despedida de uma amiga, que está voltando para a Espanha. ganhei dois copos bem bonitos.

saí para comer em alguns lugares e cozinhei também. voltei a empolgar-me na cozinha.

ontem, encontrei esse casal de sapatão que não via há tempos. fui meio apaixonada por uma delas uma época. ela era amiga da minha namorada daquele tempo. foi bem difícil disfarçar, mas acho que ela nunca percebeu. a namorada, digo. acho que a mulher percebeu. na verdade, sentia que a atração era (e, quem sabe, é) recíproca.

no sábado, tive de ouvir que sou pessoa que faz jogos. isso depois de passar a sexta inteira no vácuo, até resolver mandar outra mensagem no final da tarde. uai, se você queria me perguntar da noite, por que não perguntou logo? porque você não respondeu a pergunta da manhã, oras. rsrs ou talvez eu não entenda o que seja fazer jogos.

sexta-feira, 23 de março de 2018

quase blasé


a semana começou com uma alergia respiratória, aumentando para 3 semanas meu período de resguardo. sem poder fazer atividades físicas e com muuuuito tempo livre. a dor na mão esquerda ainda não passou completamente, mas, pelo menos, já consegui voltar a digitar. glória a isso. pelo menos, o peito dói menos assim.

esta lua nova tem sido de muitos eventos. dia desses, minha amiga companheira de bruxarias convidou-me para um aniversário, que aconteceria na minha quadra. haveria um ritual da comunidade txai. ela achou que eu ia gostar. estava com febre nesse dia. mas ela disse que seria no meu prédio. não tive como negar. fui e conheci essas pessoas maravilhosas. já conhecia essa vizinha de vista. ontem, ela me mandou mensagem. hoje, por sincronicidades da vida, nos esbarramos no estacionamento. ela me pediu uma consulta de tarô.

o capítulo do livro da semana foi sobre o enforcado. foi importante porque inaugurei nova forma de escrever. comecei as primeiras páginas em uma noite inspirada em casa, sóbria, e terminei no trabalho. todas páginas sóbrias, portanto. e sem música. fui à aula ontem, como sempre, sem muita ideia do que esperar. as pessoas gostaram. a professora quis ficar com o texto, para fazer mais anotações. ela achou que escrevi sobre ela. mas escrevi sobre minhas últimas semanas, prostrada, dependente e obrigada a refletir.

minha ansiedade passou por completo. foi como mágica. mas não posso dizer que me sinto feliz. sinto-me, a bem da verdade, enauseada. tenho tido muita dificuldade de comer. voltei ao peso que tinha em junho do ano passado. só tenho bebido nos finais de semana. estou dormindo melhor.

na aula de ontem, foi a primeira vez  que li o texto sem ficar nervosa e perder a respiração.

desisti do curso de cabala. estou considerando ir no ritual de amanhã.

talvez um capítulo da minha vida se tenha encerrado ontem. a nota de corte era 98. eu tirei 97,99. faltou 0,01 ponto. um centésimo. poderia entender como "bater na trave", mas estou tendendo a identificar uma intervenção divina. "você poderia, você é capaz. mas não vá, não será bom. fique onde está."

na semana que vem, farei novo curso de tarô.

nesta, conheci alguém que estudou o mesmo curso que eu. não me lembro dela. éramos amigas nas redes sociais, só não me lembrava como. ela disse que foi em uma festa, uns 3 anos atrás. eu havia beijado outra pessoa. pessoa essa que acabou de se mudar para outro país. pessoa que reencontrei em janeiro. em um desses encontros, falamos de uma ex em comum, e ela disse que ter me conhecido naquela época tinha sido algo bom para ela. para mim, foi também. especialmente, os encontros deste ano. bom estar perto de pessoas que nos fazem bem.

recebi um convite para uma peça na semana que vem. a moça disse que haverá vinho. a gente se conhece há alguns anos. até já cheguei a nutrir certo interesse por ela, mas ela havia namorado uma amiga (não tão próxima, mas seria estranho). hoje, acho que não haveria esse impedimento. vamos ver.

terça-feira, 20 de março de 2018

feliz ano novo

foram duas semanas sem poder usar as mãos. mendigando ajuda de pessoas que não queriam ajudar. e ajudando gente que eu não podia ajudar. mas ajudei.

foi difícil perceber as razões cósmicas para tudo que aconteceu. mas foi. minha sensação atual é de alívio. não sei bem do quê. mas tenho tido pesadelos recorrentes. com essa outra questão, que foi bem violenta para mim. mas só percebi mesmo agora. quer dizer, senti na hora, mas, agora, consigo racionalizar. e esse convite para viajarmos juntas. não sei. não sei mesmo.

reencontrei a crush-bruxa no curso de cabala. hoje, vamos fazer um ritual para emanar proteção às ativistas de direitos humanos. achei simbólico acontecer justo no ano novo astrológico, na lua nova. ela continua linda. e eu, sem voz. hehe

voltei a escrever. uma das coisas de que mais senti falta.

assisti a um filme muito inspirador ontem, Molly´s game, com Jessica Chastain. Ajudou a ampliar a visão das coisas.

No domingo, teve almoço e concerto. No sábado, feijoada. Na sexta, samba.

Estou com novos mantras para meditar. E muito trabalho. Mas não estou reclamando. Bom estar de volta.

quinta-feira, 1 de março de 2018

I wanna go.. I wanna go to the Carnival..


ontem, quando vi o convite para a meditação da lua cheia, confesso que levei um susto. no meio da confusão, ainda que estivesse preenchendo a mandala (a cada 3 dias, mas estava hihi), perdi-me no signos, nas fases.

esta semana, fui testar uma aula nova de yoga. fez tão bem. 

os desdobramentos de domingo ainda estão acontecendo. não consigo saber no que vai resultar ainda, mas é tão bom ver as coisas movendo-se. tão bom ver que a vida não está parada.

não queria ser assim, mas identifiquei-me com aquela patinadora olímpica, Tonya Harding. ontem, veio-me essa música, que me ajudou a terminar o capítulo que estava emperrado desde a semana do carnaval. rá. acredita que acabei de ver a ironia com o nome da música? às vezes, me sinto tão passada. haha

no processo de escrever, o mais difícil  tem sido descobrir meu tema do momento. se acontece, como esse, de não encaixar na ocasião, simplesmente não sai. agora saiu. estou empolgada. acho que ficou bom. acho, porque, né, a gente nunca sabe de verdade. 

a aula será só daqui a uma semana, mas decidi já começar o capítulo seguinte. vamos aproveitar essa lua em virgem.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

sobre diferenças

você não acha que deveria reconsiderar teus padrões de preferências? por que não investe em relacionamentos com pessoas da mesma faixa etária?

gente, sério. quem escolheria, deliberadamente, relacionar-se com alguém muito mais nova? sério mesmo.

nos últimos três anos, foi o que me apareceu. hoje, peguei-me tentando justificar que foram elas que vieram atrás de mim. haha claro que correspondi, mas, né, não é algo de que fui atrás ativamente. e, assim, em termos de maturidade e experiência de vida, não posso falar muito bem das duas últimas histórias com mulheres da minha idade, infelizmente. pelo menos, se você está com uma pessoa de 20 e poucos anos, dá para justificar certas atitudes. e é muito mais difícil explicar para uma mulher de 30 ou 40 que ela não está agindo de forma madura (e preciso notar a ironia de falar isso no dia em que fui chamada de "infantil", mas, enfim).

é, sim, muito mais fácil estar com alguém parecida com você. para amor, para amizade, para trabalho, para tudo. tenho uma colega de trabalho, por exemplo, que dá muita dor de cabeça por essas questões. demorei para perceber qual era a minha dificuldade com ela. em uma reflexão de ayahuasca, intuí que ela tinha uma percepção própria das coisas, do ponto de vista do que ela viveu. não adianta tentar mostrar para ela que há outras formas de encarar as nossas tarefas. ela reina lá, absoluta, do alto da arrogância típica das pessoas jovens (que eu já vivi também). não querendo colocar-me em um lugar mais alto. apenas reconhecendo que há processos pelos quais as pessoas precisam passar. se você já passou por alguns deles, precisa ter paciência com os outros. e é o que tenho exercitado. junto com o reconhecimento de minhas fraquezas e das coisas que pretendo mudar em mim.

mas, é isso. aquela primeira apareceu na minha vida meio do nada. tive muitas dúvidas no começo. mas acabei seduzida pelo interesse e pela insistência dela (não só por isso, mas por isso também). resolvi dar uma chance. dei. durou. daí veio mais essa outra. e foi bom também. mas, é isso, rolam sempre aqueles embates. você enxerga a pessoa esperneando. é difícil não se envolver no padrão. às vezes, a gente sucumbe. é um esforço fenomenal não entrar na espiral de sentimentos e projeções. você ouve as "críticas" (mais "xingamentos", na verdade kkk) e repete pra si mesma "isso não é meu, não vou levar para o lado pessoal". mas é muita energia ruim para reciclar. o bom é que você sempre sai mais forte da experiência. eu saí.